Custo da cesta básica subiu em 17 capitais brasileiras em dezembro, diz Dieese
Resultado foi influenciado pela alta nos preços da carne, batata e farinha de trigo; SP registrou a cesta mais cara


Camila Stucaluc
No mês, São Paulo foi a capital onde a cesta básica registrou o maior valor (R$ 845,95), seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10)
Segundo o levantamento, o aumento no valor da cesta básica foi provocado pela alta nos preços da carne bovina de primeira, do kg da batata e da farinha de trigo. Por outro lado, ouve queda nos preços do leite integral, arroz, açúcar, café e óleo de soja, o que fez o custo da cesta diminuir em nove capitais, sobretudo na região Norte: Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Cesta básica x salário mínimo
Quando comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 48% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em novembro. O número representa uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2024, quando o percentual ficou em 53%.
Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em dezembro de 2025 deveria ter sido de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo vigente na época (R$ 1.518). No mesmo período de 2024, quando o piso mínimo era de R$ 1.412, o valor necessário ficou em R$ 7.067,68 ou 5,01 vezes o valor vigente na época.









