Economia

Endividamento volta a crescer em junho e atinge 78% dos brasileiros, diz CNC

Resultado foi puxado pelas famílias que ganham entre três e cinco salários mínimos; cartão de crédito segue como principal vilão

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Camila Stucaluc
07/07/2025, 07:31 • Atualizado em 07/07/2025, 07:31
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Simulação de cálculo de dívidas | Divulgação/USP

Simulação de cálculo de dívidas | Divulgação/USP

O número de brasileiros com dívidas a pagar voltou a subir em junho. É o que mostra um novo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que contabilizou 78,4% de endividados no mês – patamar superior ao registrado em maio (78,2%).

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Segundo os dados, a alta do endividamento foi puxada pelas famílias cuja renda é de três até cinco salários mínimos: o índice passou de 80,3% para 80,9% no intervalo de um mês. Já as famílias com renda entre cinco e 10 salários mostraram leve queda do percentual de endividados, ficando em 78,7%.

Entre as principais modalidades de dívidas, o cartão de crédito segue liderando o ranking, sendo utilizado por 83,8% do total de devedores. Em seguida, estão os carnês (17%), que voltaram a crescer, o crédito pessoal (10,5%) e os financiamentos de casa (9,4%) e de carro (9,3%), e crédito consignado (4,8%).

Apesar da alta no índice, o tempo de endividamento tem diminuído. O comprometimento com dívidas de prazo de mais de um ano caiu pelo sexto mês seguido, chegando a 32,2% — menor nível desde março do ano passado (31,7%). Atualmente, a maior concentração de dívidas está em até seis meses.

“Os consumidores estão preocupados com os custos de prolongar dívidas. Esse comportamento revela uma postura mais consciente diante do crédito mais caro, em meio a um cenário em que a inflação permanece pressionando o orçamento doméstico. Esses fatores podem limitar a recuperação do consumo nos próximos meses”, pontuou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

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