Trump diz que EUA iniciarão ataques terrestres contra cartéis de drogas
Presidente não especificou os alvos, mas citou o México como uma das principais bases dos grupos


Camila Stucaluc
O presidente Donald Trump anunciou, na noite de quinta-feira (8), que os Estados Unidos iniciarão ataques terrestres contra cartéis de drogas nas Américas. Ele não especificou os alvos, mas citou o México como uma das principais bases dos grupos.
"Vamos iniciar ataques terrestres, pelo menos para os cartéis. Os cartéis governam o México. É muito, muito triste ver e ver o que aconteceu neste país”, disse Trump, em entrevista à Fox News. “Estão matando 250, 300 mil pessoas no nosso país todos os anos”, acrescentou.
A declaração do republicano aconteceu quase uma semana após o ataque na Venezuela, realizado no último sábado (3), que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados de navio até Nova York, onde o chavista foi acusado de “cultura de corrupção alimentada por recursos do narcotráfico”.
A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Mais de 30 embarcações foram destruídas, todas acusadas de navegar por rotas conhecidas de narcotráfico.
Após a operação na Venezuela, Trump ameaçou realizar ações similares na Colômbia e no México. No último caso, o presidente citou o tráfico de drogas na fronteira com os Estados Unidos. “Alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao México, porque perdemos 300 mil pessoas para as drogas. Ela tem muito medo dos cartéis”, disse o republicano, referindo-se à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.
Desde que voltou à Casa Branca, em 2025, Trump vem pressionando o governo mexicano a intensificar as ações contra o narcotráfico, visando conter o envio de drogas sintéticas aos Estados Unidos. O republicano cita, em especial, o fentanil, opióide sintético que vem matando milhares de pessoas no país. A substância foi equiparada a uma arma de destruição em massa pelo republicano, que também classificou diversos cartéis mexicanos como organizações terroristas.









