Drogas K: apreensão de entorpecentes sintéticos cresce 8 vezes em SP; saiba os riscos
Polícia aponta que aumento está ligado à fabricação das drogas sintéticas no Brasil; só em 2025 foram 187 quilos apreendidos na capital e Grande SP

Flavia Travassos
Victor Ferreira
O volume de drogas sintéticas, conhecidas como "drogas K", apreendidas em São Paulo cresceu oito vezes em apenas um ano. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), foram apreendidos 187 kg da droga em 2025 apenas na capital paulista e na Grande São Paulo. Em 2024, o total havia sido de 23 kg.
Para a polícia, o aumento está diretamente relacionado a um fator preocupante: as chamadas drogas K passaram a ser produzidas no Brasil, o que ampliou a oferta e facilitou a distribuição.
O que são as drogas K e quais os riscos?
As drogas K são substâncias sintéticas com alto potencial de dependência e que afetam o sistema nervoso central. Ela produz alucinações, confusão mental, surto psicótico e, no sistema cardiovascular, pode causar taquicardia, hipertensão e aumentar o risco de infarto, principalmente em jovens.
Por serem produzidas de forma irregular, sem controle químico adequado, os riscos se tornam ainda maiores. Segundo a polícia, a matéria-prima é um líquido incolor, borrifado sobre folhas trituradas ou até mesmo em papel e cartolina. Depois de seco, o material é vendido como entorpecente.
O problema, segundo investigadores, é que a fórmula veio do exterior e está sendo adaptada no Brasil de maneira improvisada.
“Quando falta um ingrediente, eles substituem por outro. Isso gera um poder devastador para o público consumidor.”
Com a produção nacional, a estratégia da polícia mudou. Em vez de focar apenas nos pontos de venda, os agentes passaram a atuar nas centrais de abastecimento, onde as drogas ficam armazenadas antes da distribuição.
Em 2025, mais de 206 toneladas de drogas foram apreendidas em todo o estado de São Paulo. Considerando os valores de maconha, cocaína e crack no mercado nacional, a polícia estima que o prejuízo ao crime organizado tenha chegado a quase R$ 1 bilhão.
Apesar de o volume de drogas K parecer menor em comparação às toneladas de maconha, a polícia alerta que o impacto é proporcionalmente alto, já que pequenas quantidades da substância são suficientes para gerar efeitos intensos e perigosos.









