Economia

Ibovespa bate novo recorde, fecha acima de 197 mil pontos e sobe 4,9% na semana

Principal índice da bolsa brasileira renovou seus recordes de fechamento e máxima intradiária pelo terceiro pregão consecutivo

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Ibovespa bate novo recorde, fecha acima de 197 mil pontos e sobe 4,9% na semana | Germano Lüders/Exame

O Ibovespa encerrou esta sexta-feira (10) em alta de 1,12%, aos 197.323,87 pontos, após oscilar entre 195.129,25, na mínima, e 197.553,64, na máxima intraday . Com isso, o principal índice da bolsa brasileira renovou seus recordes de fechamento e máxima intradiária pelo terceiro pregão consecutivo. O volume financeiro somou R$ 33,4 bilhões.

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Na semana, o índice acumulou valorização de 4,93% e, no ano, de 22,47%. A título de comparação, no ano passado, o Ibovespa acumulou valorização de quase 34%.

A bolsa brasileira voltou a se descolar do exterior, onde prevaleceu cautela em meio às incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã, e manteve o ritmo de alta, impulsionada principalmente por fluxo estrangeiro. Apenas nas últimas três sessões, o Ibovespa avançou cerca de 9 mil pontos.

Entre os destaques do pregão, as blue chips, papéis de grandes empresas, sustentaram o desempenho positivo. A Petrobras (PETR3 e PETR4) avançou 2,49% e 2,36%, respectivamente, mesmo com o recuo do petróleo no exterior. A Vale (VALE3) subiu 1,06%, na contramão do minério de ferro.

No setor financeiro, Itaú (ITUB4) ganhou 0,70%, Bradesco (BBDC4), 0,74% e Santander (SANB11), 0,44%. Enquanto BTG (BPAC11) recuou 0,43%.

Na ponta positiva, a Hapvida (HAPV3) liderou com alta de 13,05%, seguida por Engie (EGIE3), com 4,64%, e Prio (PRIO3), com 3,36%. Já entre as maiores quedas ficaram Azzas (AZZA3), com recuo de 10,88%, Usiminas (USIM5), com queda de 6,12%, e CSN (CSNA3), que caiu 5,45%.

Alta, apesar da inflação

O ambiente seguiu favorável aos ativos de risco, mesmo diante de pressões inflacionárias e incertezas geopolíticas. Investidores continuam atentos às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã, com expectativas de avanços diplomáticos, ainda que o cenário permaneça incerto, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz e seus impactos sobre os preços do petróleo.

No Brasil, o IPCA de março subiu 0,88%, acima das expectativas, reforçando a percepção de inflação ainda resistente no curto prazo. Ainda assim, o mercado segue calibrando as apostas para a política monetária.

Na avaliação de Bruna Centeno, economista e sócia da Blue3 Investimentos, o movimento recente da bolsa chama atenção justamente por ocorrer em meio à surpresa inflacionária.

"Interessante observar que esse movimento acontece em um dia que o índice de março de inflação, nosso IPCA, veio em 0,88%, acima do esperado e já refletindo o cenário geopolítico. Essa aceleração foi puxada principalmente por transportes e alimentação e faz o mercado recalibrar as expectativas para a Selic. A aposta que estava em 0,5 ponto deve migrar para 0,25, diante da postura cautelosa do Banco Central", afirmou Centeno.
"Mesmo com a inflação pressionada, o fluxo estrangeiro ajudou bastante o movimento da bolsa, que se descolou do exterior — onde índices americanos operaram no negativo — e foi impulsionada por commodities e setor financeiro", completou a especialista.

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