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Após ataque na Venezuela, Trump diz que operação na Colômbia seria "boa ideia"

Presidente norte-americano ainda apoiou ações no México e voltou a citar desejo de anexar a Groenlândia

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Camila Stucaluc
05/01/2026, 05:01 • Atualizado em 05/01/2026, 05:01
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Presidente dos EUA, Donald Trump | Divulgação/White House

Presidente dos EUA, Donald Trump | Divulgação/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, na noite de domingo (4), gostar da ideia de uma operação militar contra a Colômbia. A declaração ocorreu um dia após ataques na Venezuela que levaram à captura do ditador Nicolás Maduro, sob acusação de ligação com o narcotráfico internacional.

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“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos”, afirmou Trump, fazendo referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro. “Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, acrescentou.

Questionado se os Estados Unidos realizariam alguma operação militar na Colômbia, Trump respondeu que uma “Operação Colômbia parece uma boa ideia”.

A declaração do republicano chegou ao governo colombiano, que repudiou as falas, dizendo que vão contra os princípios da Carta das Nações Unidas, em particular os de igualdade soberana dos Estados, não intervenção e respeito mútuo. Defendeu, ainda, que Petro foi eleito legitimamente e que qualquer declaração que busque desqualificá-lo constitui interferência indevida nos assuntos internos do país.

“A Colômbia é um Estado democrático e soberano que respeita plenamente o direito internacional e conduz sua política externa de forma autônoma, responsável e de acordo com seus interesses nacionais. Esses princípios não estão sujeitos a condições externas nem admitem interpretações que minem a soberania e a independência política do Estado colombiano”, escreveu o governo. “Diferenças entre os Estados devem ser enfrentadas por canais diplomáticos”, frisou.

Além da Colômbia, Trump sugeriu ações no México, citando o tráfico de drogas no país. O presidente não chegou a citar diretamente operações norte-americanas, mas enfatizou que “alguma coisa vai ter que ser feita”.

“Temos que fazer alguma coisa, porque perdemos 300 mil pessoas para as drogas e elas entram principalmente pela fronteira sul [dos Estados Unidos], e alguma coisa vai ter que ser feita em relação ao México. Os cartéis estão comandando o México. Ela tem muito medo dos cartéis. Eu perguntei a ela: ‘Você gostaria que nós eliminássemos os cartéis?’ e ela disse que não”, disse, referindo-se à presidente mexicana, Claudia Sheinbaum.

Trump ainda voltou a falar sobre o desejo de anexar a Groenlândia aos Estados Unidos, dizendo que precisa do território para a segurança nacional. Remota e gelada, a ilha é um território dinamarquês autônomo entre o Atlântico Norte e o Oceano Ártico e vem atraindo o interesse do republicano desde seu primeiro mandato (2017-2021) devido à alta quantidade de minérios raros, além de uma posição militar estratégica.

Em resposta, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou que os Estados Unidos não têm o direito de anexar nenhum dos três países do Reino da Dinamarca. Ela frisou que o grupo faz parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e, portanto, está coberto pela garantia de segurança da aliança militar.

“Já temos um acordo de defesa entre o Reino e os Estados Unidos que concede aos Estados Unidos amplo acesso à Groenlândia. E nós, por parte do Reino, investimos significativamente em segurança no Ártico. Portanto, eu exorto veementemente os Estados Unidos a cessarem as ameaças contra um aliado histórico e contra outro país e outro povo que já deixaram muito claro que não estão à venda”, disse.

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