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Suspeito de matar Kirk demonstrou arrependimento, diz ex

Em vídeo exibido pela primeira vez em tribunal, Lance Twiggs afirmou em depoimento que Tyler Robinson entrou desespero após o crime

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Sofia Pilagallo
09/07/2026, 21:57 • Atualizado em 09/07/2026, 22:03
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Lance Twiggs, ex-namorada e ex-colega de quarto de Tyler Robinson, acusado de matar Charlie Kirk, depõe em tribunal | Foto: Reprodução/YouTube/Fox News - 09.07.2026

Lance Twiggs, ex-namorada e ex-colega de quarto de Tyler Robinson, acusado de matar Charlie Kirk, depõe em tribunal | Foto: Reprodução/YouTube/Fox News - 09.07.2026

A ex-namorada de Tyler Robinson afirmou em depoimento exibido pela primeira vez em tribunal que o acusado pela morte do ativista conservador Charlie Kirk confessou o crime e demonstrou arrependimento antes de decidir se entregar à polícia. O material foi apresentado nesta quinta-feira (9), durante uma audiência preliminar, junto a mensagens de texto e outras provas reunidas pela acusação.

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Lance Twiggs, também conhecida como Luna, que também era colega de quarto de Robinson, relatou que ele entrou em desespero após o crime. No depoimento gravado, ela conta que o namorado caminhava de um lado para o outro no apartamento, começou a chorar e disse que "se arrependia de ter feito aquilo".

Na entrevista, conduzida pelo promotor Ryan McBride, Twiggs afirmou que questionou Robinson no dia seguinte sobre o que havia acontecido: "Perguntei se o que ele havia dito na noite anterior era verdade, e ele respondeu que sim... começou a chorar um pouco e disse que se arrependia de ter feito aquilo." Robinson também disse que conversaria com os pais ou se entregaria às autoridades.

Os promotores também exibiram mensagens de texto trocadas entre os dois após o crime. Em uma delas, Robinson orienta Twiggs a olhar embaixo do teclado de seu computador, onde teria deixado um bilhete manuscrito. Em outra conversa, após ser questionado diretamente — "Não foi você quem fez isso, né?" — ele respondeu: "Fui eu, me desculpe."

As mensagens ainda mostram Robinson dizendo que pretendia recuperar o rifle utilizado no ataque e que esperava manter o caso em segredo pelo resto da vida. "Ainda preciso pegar meu rifle. Para ser honesto, eu esperava manter esse segredo até morrer de velhice. Sinto muito por envolvê-la nisso", escreveu.

Durante o depoimento, Twiggs, que é uma mulher trans, também afirmou que Robinson raramente falava sobre temas ligados à comunidade LGBTQ+ e demonstrava maior interesse por Donald Trump e suas políticas. Antes do crime, disse nunca ter ouvido o então namorado comentar especificamente sobre Kirk, conhecido por fazer declarações públicas consideradas preconceituosas contra pessoas LGBTQ+.

Twiggs revelou ainda que, cerca de um mês antes da morte de Kirk, Robinson perguntou se havia uma ferramenta do tipo Dremel no apartamento porque queria gravar mensagens em balas. Na ocasião, teria explicado que pretendia utilizá-las durante uma caçada com familiares.

A ex-namorada de Robinson recebeu imunidade limitada em troca do depoimento e não foi acusada formalmente de nenhum crime. Um investigador do Departamento de Investigação do Estado de Utah afirmou que o relato é compatível com entrevistas anteriores e com mensagens de texto, conversas no Discord e um bilhete atribuído ao suspeito.

A defesa tentou impedir que o vídeo e as mensagens fossem divulgados fora do tribunal, alegando que a publicidade das provas poderia comprometer o direito de Robinson a um julgamento justo. A viúva de Charlie Kirk, Erika Kirk, apoiou a acusação e defendeu que o material fosse exibido integralmente, afirmando que a família aguardava havia dez meses para conhecer todas as evidências do caso.

Além do depoimento de Twiggs, os promotores apresentaram vídeos que, supostamente, mostram os movimentos de Robinson no campus da Universidade Utah Valley no dia do crime. Também foi exibida uma análise do FBI que liga o DNA do acusado a uma toalha usada para esconder o rifle e a uma chave de fenda encontrada no local de onde teria sido efetuado o disparo que matou Kirk.

O atentado contra Kirk ocorreu em 10 de setembro do ano passado, durante um evento da Turning Point USA na Utah Valley University, em Utah. Ele discursava para apoiadores quando foi atingido no pescoço por um disparo feito de um prédio próximo. O ativista chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

O processo está na fase de audiência preliminar, que tem como objetivo determinar se há elementos suficientes para que o acusado seja levado a julgamento. Robinson enfrenta sete acusações criminais, incluindo homicídio qualificado. e pode ser condenado à pena de morte caso seja considerado culpado.

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