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Após ataques na Venezuela, Trump anuncia captura de Maduro

Presidente dos EUA disse que líder venezuelano foi detido com sua esposa e expulso do país

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3) a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa. Na declaração, ocorrida após Washington lançar uma série de ataques contra Caracas, o republicano afirmou que ambos foram expulsos do país.

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“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o ditador Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e expulso do país. Essa operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos Estados Unidos”, escreveu Trump, nas redes sociais.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que o governo não sabe o paradeiro de Maduro, nem o da primeira-dama Cilia Flores. Em coletiva, ela afirmou que exigirá "prova imediata de vida" para ambos.

Segundo o governo da Venezuela, os ataques atingiram alvos civis e militares na capital, Caracas, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. No comunicado, a gestão afirmou que os Estados Unidos tentam forçar uma “mudança de regime”, ameaçando a estabilidade internacional da América Latina.

“O objetivo da ação americana é assumir o controle dos recursos estratégicos da Venezuela, em especial as reservas de petróleo e minerais. O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada”, disse o governo.

Maduro na mira

Nicolás Maduro está na lista de alvos dos Estados Unidos desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025. O republicano, que não reconhece o governo de Maduro, acusa o líder venezuelano de liderar cartéis de drogas no Caribe.

Em agosto, Trump elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Um mês depois, em setembro, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. Desde então, a Marinha destruiu mais de 30 embarcações acusadas de navegar em rotas conhecidas por narcotráfico.

Nesta semana, Trump revelou que os Estados Unidos atacaram uma “grande instalação portuária” na Venezuela na última sexta-feira (26), usada para o “carregamento de drogas”. A operação, comandada pela Agência Central de Inteligência (CIA), marcou o primeiro ataque terrestre no país sul-americano desde o início da campanha de Washington contra cartéis de drogas na América Latina.

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