Mundo

Na Ásia, Lula diz que combate ao narcotráfico será prioridade em encontro com Trump

Presidente afirma que levará PF e Receita aos EUA, para encontro que deve acontecer em 16 de março; governo foca em parceria contra o crime organizado

Imagem da noticia Na Ásia, Lula diz que combate ao narcotráfico será prioridade em encontro com Trump
Lula durante coletiva de imprensa, em que fez um balanço da viagem a Índia | Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira (23), que o combate ao narcotráfico será o tema central de seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcado, segundo ele, possivelmente para 16 de março.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A declaração foi dada durante agenda oficial na Coreia do Sul, onde Lula busca ampliar acordos bilaterais em áreas como minerais críticos e terras raras.

Segundo o presidente, a viagem aos Estados Unidos terá como foco a cooperação internacional contra o crime organizado. Ele afirmou que pretende levar representantes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda.

“Se ele quiser, de verdade, combater o crime organizado, o narcotráfico e o tráfico de armas, o Brasil será parceiro de primeira hora. Ele sabe que o nosso desejo é colocar os magnatas da corrupção e do narcotráfico na cadeia e, para isso, faremos qualquer sacrifício”, disse Lula.

Durante a agenda na Ásia, Lula destacou a intenção de ampliar a cooperação com o governo sul-coreano nas áreas de tecnologia, transição energética e exploração de minerais críticos.

O presidente afirmou que vê potencial para ampliar o comércio bilateral, que atualmente gira em torno de 11 bilhões de dólares. Ele também convidou o presidente sul-coreano para visitar o Brasil, possivelmente em julho ou agosto, antes do período eleitoral.

“Nós temos muita necessidade de aprender com a Coreia, com a sofisticação tecnológica deles, e eles têm muito a aprender conosco na questão da transição energética”, afirmou.

"Não sou representante da ONU", diz Lula ao evitar comentar tensão entre EUA e Irã

Questionado sobre rumores envolvendo o Irã, Lula evitou antecipar qualquer posicionamento sobre cenários militares. Ele afirmou que sua agenda em Abu Dhabi está voltada aos interesses comerciais e políticos do Brasil e reforçou que não atua como representante da ONU ou do Conselho de Segurança.

“Eu não vou discutir guerra. Não tenho essa preocupação agora. Não sou representante da ONU nem membro permanente do Conselho de Segurança. Vou discutir a relação comercial e política entre o Brasil e os Emirados Árabes. Nós não estamos precisando de guerra, estamos precisando de paz, de investimento e de desenvolvimento, que é isso que vai melhorar a vida do povo”, afirmou.

Nas passagens pela Índia e pela Coreia do Sul, em viagem iniciada na última terça-feira (17), Lula acompanhou a assinatura de memorandos e firmou acordos bilaterais em áreas como minerais críticos e terras raras, saúde e medicamentos, inteligência artificial (IA) e agricultura.

Agenda nos Emirados Árabes

Depois de cumprir agendas na Índia e Coreia, Lula fará uma rápida parada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, antes de voltar ao Brasil. A visita está prevista para esta terça-feira (24). Ao contrário do que ocorreu em Nova Délhi e em Seul, esta será uma visita de trabalho mais curta e que não estava no programa inicial do Palácio do Planalto.

Lula chega a Abu Dhabi no fim da tarde e será recebido pelo presidente do país, o xeique Mohamed bin Zayed Al Nahyan. Em seguida, haverá um jantar oficial e, depois, a expectativa é que o presidente retorne a Brasília.

Os dois países mantêm acordos em áreas como energia, agronegócio e infraestrutura. Considerada estratégica pelo governo brasileiro, a parceria entre Brasil e Emirados Árabes Unidos está em expansão. O encontro entre os dois presidentes, apesar de breve, deve servir para encaminhar novas trocas comerciais, seguindo a estratégia de diversificar as parcerias do Brasil com países asiáticos.

Últimas Notícias