Defesa de Vorcaro segue incerta após PF rejeitar delação
Disputa entre bancas nos bastidores teria irritado a família do banqueiro; escolha de novo nome segue em aberto


Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master | Divulgação
A estratégia da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro segue em aberto após a rejeição da primeira proposta de delação pela Polícia Federal. O caso, que agora está sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR), abriu uma disputa pela vaga na equipe jurídica, desfalcada após a saída do advogado José Luis Oliveira Lima, o Juca.
Com a debandada, Sérgio Leonardo tornou-se o único defensor do banqueiro e tem afirmado que continuará centralizando a causa sozinho. No entanto, interlocutores afirmam que a família Vorcaro avalia que ainda é cedo para bater o martelo e tem procurado outros nomes para ocupar o posto.
Nos bastidores, a vaga virou alvo de disputa entre bancas renomadas de Brasília. Um dos advogados teria vazado para a imprensa a escolha do seu nome, deixando familiares irritados com o assunto.
Pesa na decisão de Daniel Vorcaro o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a manutenção da prisão preventiva do pai do banqueiro, Henrique Vorcaro. O empresário vem sofrendo crises psicológicas desde que foi detido no complexo penitenciário Nelson Hungria no dia 7 de maio. Por não ter ensino superior, ele ocupa uma cela comum.
Caso sua prisão seja mantida, há a avaliação de que Daniel sofrerá uma pressão ainda maior para fechar o acordo de delação, o que exigirá um corpo jurídico mais robusto. Nesse cenário, Sérgio Leonardo não teria o perfil para prosseguir sozinho, apesar de ter um bom trânsito com o ministro André Mendonça.
Na última semana, o julgamento no STF foi interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Até o momento, dois ministros votaram a favor de manter a prisão: o relator, André Mendonça, e Luiz Fux. Além de Gilmar Mendes, faltam os votos de Nunes Marques e Dias Toffoli.















