Israel amplia ofensiva e avança no sul do Líbano
Avanço além da "Linha Amarela" ocorre em meio à escalada contra o Hezbollah, com novos confrontos, bombardeios e aumento no número de mortos


Fumaça se espalha após ataque israelense em Nabatieh, 26 de maio de 2026 | Reuters/Stringer
Militares israelenses expandiram suas operações terrestres no sul do Líbano para além de uma linha de demarcação estabelecida por Israel após o cessar-fogo de 16 de abril com o Hezbollah, segundo duas fontes ouvidas nesta terça-feira (26).
As fontes não detalharam a extensão do avanço além da chamada "Linha Amarela", uma zona separada da "Linha Azul", definida pela ONU como fronteira após a retirada israelense em 2000. A nova área integra uma faixa tampão proposta, que se estende de 5 a 10 quilômetros dentro do território libanês.
Segundo autoridades, tropas israelenses continuam operando em dezenas de vilarejos no sul do Líbano, muitos deles já abandonados. Um oficial militar afirmou que as ações ocorrem de forma "direcionada" para eliminar ameaças diretas à população israelense e seguem orientações do escalão político.
Nessa segunda (25), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que Israel intensificaria os ataques contra o Hezbollah. Já nesta terça-feira, afirmou que as forças atuam com "grandes contingentes em terra" e assumem o controle de "áreas estratégicas", conforme comunicado oficial.
Do outro lado, o Hezbollah informou que atacou tropas israelenses com drones explosivos, foguetes e artilharia, especialmente na região da cidade de Zawtar al-Sharqiya. O Exército israelense também realizou bombardeios em cidades do sul do Líbano e no Vale de Bekaa, além de emitir novos alertas para evacuação.
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, a ofensiva israelense desde 2 de março deixou 3.213 mortos e 9.737 feridos até esta terça. Já Israel afirma que ao menos 11 soldados morreram após ataques do Hezbollah desde o cessar-fogo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que pelo menos 608 pessoas morreram no Líbano em ataques israelenses desde a trégua. O Hezbollah não divulgou dados sobre suas próprias baixas.















