Mundo

Trump ameaça atacar usinas e pontes do Irã na próxima semana

Presidente afirma que novos alvos serão atingidos caso Teerã não retome negociações; Convenções de Genebra proíbem ataques a estruturas essenciais para civis

Avatar de Reuters
Reuters
15/07/2026, 05:03 • Atualizado em 15/07/2026, 07:49
compartilhar
Donald Trump | Reprodução Reuters/Evan Vucci

Donald Trump | Reprodução Reuters/Evan Vucci

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (14) que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes no Irã já na próxima semana, caso o governo iraniano não aceite retomar as negociações com Washington.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Em entrevista a Fox News, Trump afirmou que os próximos alvos da campanha militar poderão incluir infraestruturas estratégicas do Irã.

"Vou deixar as metas energéticas para o final, mas, no fim das contas, vamos atingir as metas energéticas", disse Trump.

📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.

O presidente norte-americano acrescentou que "na próxima semana vêm as usinas de energia, na próxima semana vêm as pontes", caso o governo iraniano não aceite negociar.

Segundo Trump, representantes dos Estados Unidos já entraram em contato com autoridades iranianas para pressionar Teerã a retomar o diálogo.

"É melhor vocês fecharem um acordo", afirmou o presidente ao relatar a mensagem enviada aos negociadores iranianos.

Ataques a estruturas civis são alvo de restrições internacionais

As declarações de Trump chamam atenção porque as Convenções de Genebra de 1949 estabelecem regras para a proteção da população civil durante conflitos armados.

As normas internacionais restringem ataques contra instalações indispensáveis à sobrevivência da população civil, como determinadas infraestruturas essenciais, e a legalidade de qualquer operação depende das circunstâncias concretas, do objetivo militar e dos princípios do direito internacional humanitário.

As falas do presidente ocorrem em meio ao aumento das tensões militares entre Washington e Teerã e ampliam a preocupação da comunidade internacional com uma possível intensificação do conflito.

EUA acusam Irã de atacar navios comerciais

Também nesta terça-feira, o chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou que o Irã atacou intencionalmente sete navios comerciais nos últimos sete dias.

Segundo o militar, os ataques deixaram "quase uma dúzia" de tripulantes civis mortos, feridos ou desaparecidos. Até o momento, as autoridades norte-americanas não divulgaram detalhes sobre os navios atingidos nem apresentaram evidências públicas das acusações.

A troca de acusações ocorre enquanto os Estados Unidos mantêm pressão para que o Irã aceite um novo acordo, em um cenário de crescente instabilidade na região.

Bloqueio naval

A ameaça de Trump ocorre em meio ao bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz. De acordo com o comunicado, a medida entrou em vigor às 17h (horário de Brasília) desta terça-feira (14) e abrange todos os portos, terminais de petróleo e áreas costeiras do Irã. A determinação vale para todas as embarcações, independentemente da bandeira.

Trump também havia determinado a cobrança de uma tarifa de 20% sobre a navegação na região. No entanto, ainda nesta terça, recuou da decisão e afirmou que a taxa não será mais aplicada.

O JMIC informou que qualquer embarcação suspeita de entrar ou sair da área bloqueada sem autorização poderá ser interceptada, desviada ou capturada.

"Qualquer embarcação suspeita de entrar ou sair da área bloqueada sem autorização estará sujeita à interceptação, ao desvio e à captura. Embarcações que não cumprirem as normas poderão ser legalmente obrigadas a obedecer, mesmo que seja necessário o uso da força", afirma o comunicado.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

Imagem da notícia: Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Imagem da notícia: Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Imagem da notícia: Pauta-bomba: Fazenda já trata ação no STF como provável

Pauta-bomba: Fazenda já trata ação no STF como provável

Imagem da notícia: FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

Imagem da notícia: Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Imagem da notícia: Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Imagem da notícia: Pauta-bomba: Fazenda já trata ação no STF como provável

Pauta-bomba: Fazenda já trata ação no STF como provável

Últimas notícias

Único voto contra ‘pauta-bomba’, Mourão cita risco fiscal

Senador gaúcho mencionou impacto previdenciário, mas foi voto solitário apesar de discurso no mesmo tom da base governista, que terminou ao lado da aprovação

América do Sul: Brasil assina acordo de mercado aéreo único

Tratado envolve países como Argentina, Chile e Paraguai e prevê criação de mercado aéreo integrado na região

Mega-Sena 3.031: prêmio acumula para R$ 30 milhões

Quina teve 24 apostas ganhadoras, que vão receber R$ 63.791,87 cada

Governo nega derrota com aprovação de "pauta-bomba"

Fazenda tentou evitar aprovação da PEC dos agentes de saúde por conta do impacto fiscal

Ministro da Fazenda ameaça retaliar EUA por novo tarifaço

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a potencial investida norte-americana como uma "medida despropositada"

ICE suspende abordagens após mortes em operações nos EUA

Agência de imigração dos EUA interrompe fiscalizações de trânsito após dois homens serem mortos a tiros em abordagens no Maine e no Texas