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Irã diz que Ormuz seguirá fechado até fim de ataques dos EUA

Regime também ameaçou fechar outras rotas de importação de interesse norte-americano

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Camila Stucaluc
15/07/2026, 06:34 • Atualizado em 15/07/2026, 06:34
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Navio navega perto do Estreito de Ormuz | Foto: Reuters/Stringer

Navio navega perto do Estreito de Ormuz | Foto: Reuters/Stringer

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, nesta quarta-feira (15), que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cessem os “atos de agressão” contra o país. Em comunicado, a organização também ameaçou fechar outras rotas de interesse norte-americano.

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"As operações de represália dos combatentes continuarão, e o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos ponham fim aos seus atos de agressão. O inimigo também deve esperar o fechamento de outras rotas de exportação de petróleo e gás que servem aos interesses dos Estados Unidos e seus aliados”, diz o texto, citado pela mídia estatal.

A declaração veio após os Estados Unidos concluírem mais uma rodada de ataques contra o Irã. Segundo o Comando Central norte-americano (Centcom, na sigla em inglês), dezenas de alvos militares próximos ao Estreito de Ormuz e a áreas costeiras iranianas, como sistemas de defesas e armazéns de mísseis, foram atingidos por caças, drones e embarcações navais.

Os ataques ocorreram no mesmo dia em que as forças norte-americanas retomaram o bloqueio naval contra embarcações que transitavam para ou de portos iranianos. A medida, que havia sido suspensa com o memorando de entendimento assinado pelos países, visa pressionar o regime iraniano.

Entenda

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar hostilidades na última semana, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. A rota marítima, que fica entre o Irã e a Península Arábica, é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.

O primeiro ataque foi feito por Washington, em retaliação ao que chamou de “ofensiva iraniana” contra três petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Teerã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas no Golfo Pérsico, resultando em novas retaliações.

Os ataques colocam em xeque o memorando de entendimento assinado pelos países em junho, que estipulou 60 dias de cessar-fogo para as delegações avançarem nas negociações para um acordo definitivo. Na última quarta-feira (8), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a trégua havia acabado.

Além do impacto militar na região, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo. Na terça-feira (14), o preço do barril do tipo Brent, referência internacional, subiu acima de US$ 86 pela primeira vez em um mês, depois de ter disparado 10% no dia anterior. Sem o impacto da guerra, o produto é cotado entre US$ 50 e US$ 75.

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