Dark Horse: Moraes aciona PGR sobre Eduardo Bolsonaro
Ministro deu 5 dias para órgão se pronunciar; denúncia sobre suposta conexão entre financiamento de filme e trama golpista foi feita por petista



O ministro do STF Alexandre de Moraes | Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre um pedido feito pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) para investigar Eduardo Bolsonaro no caso "Dark Horse".
O objetivo é ampliar o escopo do inquérito já existente que tem o ex-deputado Eduardo Bolsonaro como alvo por coação no curso do processo, de relatoria de Moraes. A decisão, assinada na segunda-feira (25), concede prazo de cinco dias para manifestação da PGR, praxe para esse tipo de pedido.
A petição do petista entrou no âmbito do inquérito que apura supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O ex-deputado é acusado de atuar nos Estados Unidos para tentar atrapalhar a ação penal que resultou na condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.
Lindbergh Farias apresentou notícia-crime pedindo a ampliação das investigações para incluir possíveis conexões entre o financiamento do filme "Dark Horse", que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
"Argumenta o noticiante, em síntese, que o escopo objetivo do Inq. 4.995/DF deve ser ampliado para abranger a apuração da possível conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, os valores negociados por FLÁVIO NANTES BOLSONARO junto a DANIEL VORCARO, a atuação internacional de EDUARDO NANTES BOLSONARO, a campanha de sanções contra autoridades brasileiras, as restrições de vistos, as tarifas contra setores produtivos nacionais e a tentativa de coação no curso do processo para obter a anistia de JAIR MESSIAS BOLSONARO e demais condenados nos processos da trama golpista", diz o despacho.















