Política

Primeira Turma do STF decide por unanimidade tornar Eduardo Bolsonaro réu por coação

Ministra Cármen Lúcia foi a última a votar no julgamento; deputado é acusado de tentar interferir na ação que condenou o pai, Jair Bolsonaro

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Jessica Cardoso
15/11/2025, 14:59 • Atualizado em 15/11/2025, 14:59
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O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante entrevista exclusiva ao SBT | Reprodução/SBT

O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante entrevista exclusiva ao SBT | Reprodução/SBT

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por unanimidade aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e torná-lo réu por coação no processo da tentativa de golpe de Estado. Com o acolhimento da denúncia, a Corte abrirá uma ação penal contra o deputado.

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A ministra Cármen Lúcia, última a votar, depositou o seu voto no plenário virtual neste sábado (15), acompanhando o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes. O colegiado já havia formado maioria na sexta-feira (14), com as manifestações favoráveis de Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Eduardo é acusado de atuar nos Estados Unidos para tentar atrapalhar e interferir na ação penal que resultou na condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

Morando nos EUA desde início do ano, Eduardo também é acusado de articular sanções junto ao governo norte-americano contra o Brasil e autoridades nacionais.

Em seu voto, Moraes citou como exemplos o tarifaço imposto por Donald Trump a exportações brasileiras, suspensão de vistos de representantes do poder público e "aplicação dos efeitos da Lei Magnitsky a este ministro relator".

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