Novo ataque dos EUA contra embarcação no Caribe deixa 3 mortos
Militares justificaram ação dizendo que navio estava transitando por rotas de narcotráfico


Camila Stucaluc
A Marinha dos Estados Unidos realizou um novo ataque contra uma embarcação no Caribe, na noite de sexta-feira (13). A ação, segundo os militares, ocorreu com o aval do Departamento de Guerra, após informações de inteligência confirmarem que o navio estava envolvido com narcotráfico. Ao todo, três pessoas morreram.
“A inteligência confirmou que a embarcação estava transitando por rotas conhecidas de narcotráfico no Caribe e envolvida em operações de narcotráfico. Três narcoterroristas foram mortos durante essa ação. Nenhuma força militar dos Estados Unidos foi ferida”, disseram os militares do Comando Sul, que compartilharam um vídeo da ação.
Mais de 30 embarcações no Mar do Caribe e no Pacífico já foram destruídas pelos Estados Unidos desde setembro, quando o país iniciou uma operação naval contra o narcotráfico na região, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O presidente Donald Trump acusa cartéis latino-americanos de transportarem drogas para os Estados Unidos pelo mar.
A operação resultou em um ataque coordenado na Venezuela, em 3 de janeiro, terminando com a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ele foi levado à julgamento na cidade de Nova York, onde foi indiciado por narcoterrorismo, conspiração de importação de cocaína e outros crimes.
A captura de Maduro, que ocorreu sem o aval do Congresso norte-americano, chegou a despertar alerta no presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Isso porque, assim como o líder chavista, Trump acusou o presidente colombiano de ter ligação com o tráfico de drogas, dizendo “gostar da ideia” de uma operação militar no país.
A declaração foi repudiada por Petro, que classificou a fala de Trump como “reflexo de um cérebro senil”. Em outra declaração, o líder colombiano ameaçou responder com violência qualquer ação militar dos Estados Unidos. “Se você prender o presidente que boa parte do meu povo deseja e respeita, vai liberar a onça popular”, disse.
Em ligação em meados de janeiro, os líderes chegaram a amenizar o tom, reforçando a importância de dialogar para resolver “desentendimentos” em relação ao tráfico de drogas. Um encontro presencial ocorreu semanas depois, em Washington, onde os presidentes descartaram a “necessidade de confrontos”.









