PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a ministros do STF
Ex-deputado é acusado de atuar nos EUA para tentar atrapalhar a ação penal que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe
SBT News
11/05/2026, 23:57 • Atualizado em 12/05/2026, 22:53
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Eduardo Bolsonaro | Reprodução/SBT News
A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por coação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, a suspensão do visto de autoridades brasileiras e sanções econômicas contra produtos brasileiros são apontadas como resultado das ações de Eduardo nos EUA.
No pedido, a PGR aponta "dolo específico de Eduardo Bolsonaro para instaurar clima de instabilidade e de temor, projetando sobre as autoridades brasileiras a perspectiva de represálias estrangeiras e sobre a população o espectro de um país isolado e escarnecido. Tudo isso, e sempre, no intuito de mover o Supremo Tribunal Federal a não produzir juízos condenatórios nos processos relativos ao chamado caso do golpe".
"As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os Ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil – algumas delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros", argumenta o procurador-geral da República Paulo Gonet.
Falta em depoimento
Eduardo Bolsonaro faltou no último dia 14 ao depoimento convocado pelo STF no processo por coação. Com a ausência, o processo segue sem a participação dele.
O ex-deputado foi intimado da abertura do processo por edital e tem se recusado a participar da ação penal sem a notificação formal pela cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos.
Sem constituir advogado, Eduardo tem sido defendido pela DPU (Defensoria Pública da União).
A expectativa no Supremo é que Eduardo seja levado a julgamento nos próximos meses, com possibilidade de condenação ainda este semestre.
Eduardo se defende e ataca PGR
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou vídeo criticando o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta coação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na gravação, Eduardo se diz perseguido por uma "tentativa nefasta" de Paulo Gone, que usa o "tapetão do Judiciário" para que ele fique inelegível.
Embora tenha tido o mandato de deputado cassado, o filho do ex-presidente ainda pode concorrer às eleições de 2026. No entanto, se condenado por coação, entrará para a Lei da Ficha limpa.
Se somos perseguidos assim é porque estamos incomodando.
PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação a ministros do STFEx-deputado é acusado de atuar nos EUA para tentar atrapalhar a ação penal que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpePolítica2026-05-11T23:57:40.571ZA Procuradoria-Geral da República pediu a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) por coação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo é que resultou na condenação do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. A aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa, a suspensão do visto de autoridades brasileiras e sanções econômicas contra produtos brasileiros são apontadas como resultado das ações de Eduardo nos EUA. No pedido, a PGR aponta "dolo específico de Eduardo Bolsonaro para instaurar clima de instabilidade e de temor, projetando sobre as autoridades brasileiras a perspectiva de represálias estrangeiras e sobre a população o espectro de um país isolado e escarnecido. Tudo isso, e sempre, no intuito de mover o Supremo Tribunal Federal a não produzir juízos condenatórios nos processos relativos ao chamado caso do golpe". "As condutas criminosas estruturaram-se em torno da ameaça de obtenção de sanções estrangeiras, significativamente graves, tanto para os Ministros do Supremo Tribunal Federal como para o Brasil – algumas delas efetivamente aplicadas, após a mobilização de agentes norte-americanos com poder de impor gravames a cidadãos brasileiros", argumenta o procurador-geral da República Paulo Gonet. Falta em depoimento Eduardo Bolsonaro faltou no último dia 14 ao depoimento convocado pelo STF no processo por coação. Com a ausência, o processo segue sem a participação dele. O ex-deputado foi intimado da abertura do processo por edital e tem se recusado a participar da ação penal sem a notificação formal pela cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos. Sem constituir advogado, Eduardo tem sido defendido pela DPU (Defensoria Pública da União). A expectativa no Supremo é que Eduardo seja levado a julgamento nos próximos meses, com possibilidade de condenação ainda este semestre. Eduardo se defende e ataca PGR O ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou vídeo criticando o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposta coação a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na gravação, Eduardo se diz perseguido por uma "tentativa nefasta" de Paulo Gone, que usa o "tapetão do Judiciário" para que ele fique inelegível. Embora tenha tido o mandato de deputado cassado, o filho do ex-presidente ainda pode concorrer às eleições de 2026. No entanto, se condenado por coação, entrará para a Lei da Ficha limpa. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pgr-pede-condenacao-de-eduardo-bolsonaro-por-coacao-a-ministros-do-stf
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