Conflitos em condomínios crescem e têm origem na convivência diária, aponta pesquisa
Caso em Goiás leva tensão entre vizinhos a repercussão nacional após morte de corretora
Juliana Tourinho
Viver em condomínio é dividir espaços e também a paciência. Um estudo nacional com quase 188 mil participantes revela que 70% das brigas em assembleias não têm relação com a pauta principal, mas começam com problemas da convivência diária.
Pequenos incômodos, como som alto fora do horário, disputa por vaga de garagem ou uso indevido das áreas comuns, podem evoluir para desentendimentos mais graves.
De acordo com a pesquisa, o barulho fora do horário permitido lidera o ranking de reclamações, com 31%. Em seguida aparecem:
- Obras irregulares (18%)
- Vagas de garagem (15%)
- Questões envolvendo pets (11%)
- Uso irregular das áreas comuns (9%)
Especialistas alertam que, quando não há regras claras e canais de mediação eficientes, os conflitos tendem a se intensificar. Segundo Rodrigo Karpat, advogado especialista em Direito Condominial, a gestão preventiva é fundamental para evitar escaladas.
“Além da gestão pró-ativa profissional, é importante a conscientização dos moradores. O morador precisa entender que deve respeitar as regras, a convenção e o regimento interno, além de participar das assembleias para ter voz”, afirma.
Caso recente reforça alerta
A tensão entre vizinhos ganhou repercussão nacional após o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, em Caldas Novas (GO), em dezembro.
Segundo a polícia, o síndico do condomínio e o filho dele foram presos e confessaram o homicídio e a ocultação de cadáver. A vítima teria desaparecido após ir ao subsolo do prédio para tentar restabelecer a energia do próprio apartamento.
O caso acendeu o alerta para a importância da mediação e do diálogo antes que desentendimentos evoluam para situações extremas.
Colaborou Antonio Souza









