Relatório aponta ligação entre Deolane e cunhada de Marcola
Novo documento da Polícia Civil reforça suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a influenciadora e familiares de apontado como o líder do PCC
Um novo relatório da Polícia Civil, entregue na sexta-feira (6), reforça as suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a influenciadora Deolane Bezerra e familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC.
Segundo os investigadores, Francisca Alves da Silva, conhecida como Preta e casada com Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha — irmão de Marcola —, teria participado da movimentação de recursos de origem criminosa. Para a polícia, ela é uma das principais conexões entre Deolane e o esquema investigado.
Deolane está presa na Penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Francisca, por sua vez, responde às investigações em liberdade após decisão judicial que determinou sua soltura no ano passado.
O relatório foi elaborado com base na análise de trocas de e-mails entre Deolane, outros investigados e o contador Eduardo Afonso Rodrigues, também alvo da operação.
De acordo com a investigação, Eduardo auxiliou na abertura de empresas de fachada supostamente usadas para ocultar e movimentar recursos da família de Marcola. Entre os beneficiários estariam Deolane, Francisca e Everton de Souza, conhecido como Player ou Gordão, apontado como operador financeiro do grupo.
Um dos pontos destacados pelos investigadores envolve a FA Silva Consultoria em Gestão Empresarial, registrada em nome de Francisca.
Segundo a polícia, a empresa funciona em uma residência simples em Pacaembu, no interior paulista, a cerca de 600 quilômetros da capital. No mesmo endereço, estariam registradas mais de dez companhias com características de empresas de fachada, supostamente utilizadas para movimentar dinheiro ilícito.
A Polícia Civil instaurou um novo inquérito para aprofundar as apurações sobre a participação de Francisca no esquema.
Até o momento, foram indiciados por lavagem de dinheiro e organização criminosa Deolane Bezerra, Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, os sobrinhos de Marcola — Paloma Herbas Camacho e Leonardo Ribeiro Herbas Camacho, ambos foragidos —, além de Everton de Souza e do contador Eduardo Afonso Rodrigues.
Em caso de condenação, as penas podem variar de sete a 24 anos de prisão.
A expectativa é que o Ministério Público apresente denúncia à Justiça na próxima segunda-feira (8).
Já na terça-feira (9), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar um pedido da defesa de Deolane para que ela passe a cumprir prisão domiciliar. Os advogados alegam que a medida permitiria à influenciadora cuidar da filha de 9 anos.















