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Deolane é indiciada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Influenciadora foi apontada como peça-chave em esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa; outros 7 foram indiciados, incluindo Marcola

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula
29/05/2026, 23:25 • Atualizado em 29/05/2026, 23:25
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Influencer e advogada Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram

Influencer e advogada Deolane Bezerra | Reprodução/Instagram

A Polícia Civil concluiu as investigações da Operação Vérnix e indiciou a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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Presa há oito dias, ela é apontada pelos investigadores como uma das responsáveis por movimentar recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC)

O relatório final, com 113 páginas, foi entregue à Justiça e detalha o resultado das buscas realizadas em imóveis ligados à influenciadora e aos demais investigados durante a operação realizada na semana passada.

Segundo a polícia, Deolane teria atuado na lavagem de dinheiro da família de Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", apontado pelas autoridades como líder máximo do PCC.

Além de Deolane Bezerra, a Polícia Civil indiciou:

  • Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola);
  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
  • Everton de Souza, conhecido como "Player" ou "Gordão";
  • Eduardo Afonso Rodrigues, contador de Deolane.

Todos respondem pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Em caso de condenação, as penas podem variar de 7 a 24 anos de prisão.

Segundo a investigação, Paloma e Leonardo estão foragidos. Já Marcola e o irmão cumprem pena em presídio federal de segurança máxima, em Brasília, e ainda deverão ser interrogados.

O que diz a investigação?

De acordo com a Polícia Civil, novas provas indicam que Deolane continuava atuando em operações financeiras ligadas ao grupo criminoso pouco antes da deflagração da Operação Vérnix.

Os investigadores afirmam que, há pouco mais de um mês, uma empresa considerada de fachada e vinculada ao chamado "Grupo Deolane" teve seu endereço transferido de Martinópolis, no interior de São Paulo, para um imóvel localizado na zona leste da capital paulista.

Durante as buscas, a polícia também encontrou documentos que apontariam um plano de reestruturação empresarial do grupo e a previsão de compra de um fundo de investimentos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de a investigação ter identificado movimentações financeiras consideradas suspeitas em nome de Giliard Vidal dos Santos, filho da influenciadora, a Polícia Civil decidiu não indiciá-lo.

Segundo o relatório, ainda não existem provas técnicas suficientes para comprovar que os valores analisados tenham origem no crime organizado.

Polícia pede bloqueio de bens

A Polícia Civil também solicitou à Justiça o sequestro dos bens apreendidos durante a operação. Entre os itens estão joias, relógios de luxo, dinheiro em espécie e sete veículos de alto padrão avaliados em cerca de R$ 10 milhões.

Um dos automóveis que chamou a atenção dos investigadores foi uma Lamborghini registrada em nome da empresa Deolane Bezerra Holding Patrimonial.

Segundo a polícia, o veículo foi adquirido da empresa Ryan SP Holding Patrimonial, ligada ao cantor MC Ryan SP. O artista é citado em outra investigação, a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, que apura suposta lavagem de dinheiro do crime organizado.

O que diz a defesa de Deolane?

Até o momento, a defesa de Deolane Bezerra não se manifestou sobre o relatório final da Polícia Civil.

Durante os interrogatórios, tanto Deolane quanto Everton de Souza exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio. Já o contador Eduardo Afonso Rodrigues negou participação nos crimes investigados.

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