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Segundo ele, o valor ainda será definido em conversas com os setores afetados, mas deverá ficar abaixo dos R$ 15 bilhões mobilizados na etapa anterior do programa e não deve comprometer as metas fiscais.
“Não temos valores ainda, porque precisamos ouvir os setores afetados [...] a minha expectativa é que seja em um montante inferior ao que fizemos anteriormente, mas ainda a ser depurado”, afirmou Durigan durante entrevista coletiva no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Além do valor, não foi definido se o reforço incluirá novas linhas de crédito, garantias, benefícios tributários ou outros instrumentos.
O ministro reconheceu que a cobrança norte-americana poderá causar prejuízos a determinados segmentos, mas disse que o impacto deverá ficar concentrado e não comprometerá a estabilidade macroeconômica do Brasil.
“Não quero menosprezar o impacto negativo que porventura venha a se abater sobre alguns setores”, afirmou.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estima que a tarifa atingirá cerca de 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os dados de 2024.
Com base nas vendas realizadas em 2025, o impacto alcançaria aproximadamente 15% da pauta exportadora, ou US$ 5,8 bilhões.
Entre os setores mais expostos estão os de madeira, móveis, calçados, açúcar, máquinas e equipamentos agrícolas, equipamentos elétricos, vestuário, papel, produtos químicos e outros manufaturados.
O Brasil tem cerca de 2.400 empresas que exportam para os Estados Unidos. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, 74% delas passaram a acessar outros mercados desde o ano passado com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O ministro afirmou, porém, que a diversificação não significa uma substituição imediata do mercado norte-americano.
“Não significa que elas estejam substituindo o mercado norte-americano, o que não é uma tarefa fácil. Mas elas estão diversificando o mercado”, disse.
As companhias atingidas terão atendimento prioritário, como ocorreu nas duas primeiras etapas do Plano Brasil Soberano.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a ApexBrasil e as instituições financeiras públicas deverão intensificar o apoio à abertura de novos destinos para os produtos brasileiros.
“O governo terá um programa de apoio aos que aqui dentro estão labutando, trabalhando, e que tenham aí problemas”, declarou.
Durigan afirmou ainda que os ministros levarão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a proposta de retomada do processo previsto na Lei da Reciprocidade Econômica.
Segundo ele, caberá a Lula orientar os próximos passos e decidir se o Brasil adotará contramedidas comerciais contra os Estados Unidos.
A legislação autoriza o governo a suspender concessões comerciais e aplicar restrições proporcionais contra países que adotem medidas unilaterais prejudiciais aos interesses brasileiros.
A tarifa adicional de 25% entra em vigor na quarta-feira (22). Para mercadorias que já estiverem em trânsito, haverá um período de adaptação até 29 de julho.
A cobrança foi definida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. O mecanismo permite ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) investigar práticas consideradas prejudiciais às empresas norte-americanas.
Entre os argumentos usados contra o Brasil estão o funcionamento do Pix, a venda de produtos falsificados, alegações de restrições a plataformas digitais dos Estados Unidos, questões ambientais e regras de propriedade intelectual.
O governo brasileiro afirma que as acusações não têm base técnica e considera que a decisão norte-americana teve motivação política.
“Trata-se de uma interferência indevida externa e é inadmissível, do ponto de vista do governo, essa interferência externa, seja ela política, seja ela econômica, seja ela uma forma qualquer de afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros”, afirmou Durigan.
Após tarifaço, governo ampliará socorro às exportadorasMinistro da Fazenda diz que valor deve ficar abaixo de R$ 15 bilhões e promete preservar as metas fiscaisEconomia2026-07-16T22:01:59.107ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula (PT) vai ampliar o Plano Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras . 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo ele, o valor ainda será definido em conversas com os setores afetados, mas deverá ficar abaixo dos R$ 15 bilhões mobilizados na etapa anterior do programa e não deve comprometer as metas fiscais. “Não temos valores ainda, porque precisamos ouvir os setores afetados [...] a minha expectativa é que seja em um montante inferior ao que fizemos anteriormente, mas ainda a ser depurado”, afirmou Durigan durante entrevista coletiva no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Além do valor, não foi definido se o reforço incluirá novas linhas de crédito, garantias, benefícios tributários ou outros instrumentos. Impacto concentrado O ministro reconheceu que a cobrança norte-americana poderá causar prejuízos a determinados segmentos, mas disse que o impacto deverá ficar concentrado e não comprometerá a estabilidade macroeconômica do Brasil. “Não quero menosprezar o impacto negativo que porventura venha a se abater sobre alguns setores”, afirmou. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços estima que a tarifa atingirá cerca de 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, o equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando os dados de 2024. Com base nas vendas realizadas em 2025, o impacto alcançaria aproximadamente 15% da pauta exportadora, ou US$ 5,8 bilhões. Entre os setores mais expostos estão os de madeira, móveis, calçados, açúcar, máquinas e equipamentos agrícolas, equipamentos elétricos, vestuário, papel, produtos químicos e outros manufaturados. Diversificação de mercados O Brasil tem cerca de 2.400 empresas que exportam para os Estados Unidos. Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, 74% delas passaram a acessar outros mercados desde o ano passado com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O ministro afirmou, porém, que a diversificação não significa uma substituição imediata do mercado norte-americano. “Não significa que elas estejam substituindo o mercado norte-americano, o que não é uma tarefa fácil. Mas elas estão diversificando o mercado”, disse. As companhias atingidas terão atendimento prioritário, como ocorreu nas duas primeiras etapas do Plano Brasil Soberano. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a ApexBrasil e as instituições financeiras públicas deverão intensificar o apoio à abertura de novos destinos para os produtos brasileiros. “O governo terá um programa de apoio aos que aqui dentro estão labutando, trabalhando, e que tenham aí problemas”, declarou. Decisão sobre reciprocidade Durigan afirmou ainda que os ministros levarão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a proposta de retomada do processo previsto na Segundo ele, caberá a Lula orientar os próximos passos e decidir se o Brasil adotará contramedidas comerciais contra os Estados Unidos. A legislação autoriza o governo a suspender concessões comerciais e aplicar restrições proporcionais contra países que adotem medidas unilaterais prejudiciais aos interesses brasileiros. Tarifas começam no dia 22 A tarifa adicional de 25% entra em vigor na quarta-feira (22). Para mercadorias que já estiverem em trânsito, haverá um período de adaptação até 29 de julho. A cobrança foi definida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974. O mecanismo permite ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) investigar práticas consideradas prejudiciais às empresas norte-americanas. Entre os argumentos usados contra o Brasil estão o funcionamento do Pix, a venda de produtos falsificados, alegações de restrições a plataformas digitais dos Estados Unidos, questões ambientais e regras de propriedade intelectual. O governo brasileiro afirma que as acusações não têm base técnica e considera que a decisão norte-americana teve motivação política. “Trata-se de uma interferência indevida externa e é inadmissível, do ponto de vista do governo, essa interferência externa, seja ela política, seja ela econômica, seja ela uma forma qualquer de afugentar e constranger o Brasil, as famílias brasileiras, os empresários e os trabalhadores brasileiros”, afirmou Durigan.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/apos-tarifaco-governo-ampliara-socorro-as-exportadoras
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