Galípolo: EUA atacam Pix para inventar lógica do tarifaço
Presidente do Banco Central destaca que sistema não afetou cartões de crédito no Brasil
Caio Barcellos, Valentina Moreira
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (16) que as críticas dos Estados Unidos ao Pix são uma tentativa de “inventar alguma lógica” para justificar a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros.
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Segundo ele, o sistema de pagamentos instantâneos não retirou espaço dos cartões de crédito. Ele destacou que desde a criação do Pix, em 2020, o mercado de cartões cresceu 150%.
“Uma vez analisado o que aconteceu, efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150% [...] Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”, disse em entrevista coletiva no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A declaração foi dada depois de o governo de Donald Trump confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A investigação da Casa Branca que embasou a medida aponta que o Pix poderia prejudicar empresas norte-americanas de meios de pagamento.
Como refutação ao argumento, Galípolo argumentou que o Pix reduz os custos das transações e gera benefícios para consumidores, empresas, setor público e instituições privadas.
“O custo de transação, de você levar fisicamente cheques ou dinheiro físico, é altíssimo [...] O Pix produz benefícios para a sociedade como um todo, e isso é reconhecido internacionalmente”, destacou.
O presidente do BC comparou a acusação a dizer que a criação do saneamento básico prejudica empresas que operam caminhões-pipa.
Referência internacional
Galípolo afirmou que o sistema brasileiro é reconhecido internacionalmente e serve de referência para outros países.
“A gente tem manifestações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que seria tipo um banco central dos bancos centrais. O próprio Paul Krugman, que é um economista estadunidense, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia, disse que talvez o Brasil tenha inventado o futuro do dinheiro”, disse.
De acordo com ele, o BC já assinou acordos de cooperação técnica com mais de 47 autoridades monetárias interessadas no desenvolvimento de sistemas de pagamentos instantâneos.
“Países como os Estados Unidos, a Europa, a China, a Índia, a Singapura e uma série de outros bancos centrais hoje já implementaram ou estão estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo como o Pix, que claramente é o futuro. Isso vai avançar de maneira bastante clara e fica evidente que a argumentação realmente passa por uma tentativa de inventar alguma lógica para a aplicação das tarifas”, afirmou.
Galípolo: EUA atacam Pix para inventar lógica do tarifaçoPresidente do Banco Central destaca que sistema não afetou cartões de crédito no BrasilMundo2026-07-16T20:43:32.362ZO presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (16) que as críticas dos Estados Unidos ao Pix são uma tentativa de “inventar alguma lógica” para justificar a aplicação de tarifas contra produtos brasileiros. Segundo ele, o sistema de pagamentos instantâneos não retirou espaço dos cartões de crédito. Ele destacou que desde a criação do Pix, em 2020, o mercado de cartões cresceu 150%. “Uma vez analisado o que aconteceu, efetivamente, a partir da implementação do Pix, o mercado de cartão de crédito cresceu 150% [...] Quando a gente olha para as alternativas e o que aconteceu no mercado, quem perde espaço são os cheques e o dinheiro físico, o que é absolutamente desejável para todos”, disse em entrevista coletiva no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A declaração foi dada depois de o governo de Donald Trump confirmar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A investigação da Casa Branca que embasou a medida aponta que o Pix poderia prejudicar empresas norte-americanas de meios de pagamento. Como refutação ao argumento, Galípolo argumentou que o Pix reduz os custos das transações e gera benefícios para consumidores, empresas, setor público e instituições privadas. “O custo de transação, de você levar fisicamente cheques ou dinheiro físico, é altíssimo [...] O Pix produz benefícios para a sociedade como um todo, e isso é reconhecido internacionalmente”, destacou. O presidente do BC comparou a acusação a dizer que a criação do saneamento básico prejudica empresas que operam caminhões-pipa. Referência internacional Galípolo afirmou que o sistema brasileiro é reconhecido internacionalmente e serve de referência para outros países. “A gente tem manifestações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco de Compensações Internacionais (BIS), que seria tipo um banco central dos bancos centrais. O próprio Paul Krugman, que é um economista estadunidense, que ganhou o Prêmio Nobel de Economia, disse que talvez o Brasil tenha inventado o futuro do dinheiro”, disse. De acordo com ele, o BC já assinou acordos de cooperação técnica com mais de 47 autoridades monetárias interessadas no desenvolvimento de sistemas de pagamentos instantâneos. “Países como os Estados Unidos, a Europa, a China, a Índia, a Singapura e uma série de outros bancos centrais hoje já implementaram ou estão estudando implementar sistemas de pagamento instantâneo como o Pix, que claramente é o futuro. Isso vai avançar de maneira bastante clara e fica evidente que a argumentação realmente passa por uma tentativa de inventar alguma lógica para a aplicação das tarifas”, afirmou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/galipolo-eua-atacam-pix-para-inventar-logica-do-tarifaco
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