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Trump supera Bill Clinton e bate recorde de discurso mais longo sobre o Estado da União

Pronunciamento de 1h48 teve críticas à Suprema Corte, defesa de tarifas e ameaças ao Irã

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no Congresso, na noite de terça-feira (24), para apresentar o balanço do primeiro ano de governo. A fala do republicano durou 1h48, quebrando o recorde de pronunciamento mais longo já feito por um presidente no chamado “discurso do Estado da União”.

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Até então, o discurso mais extenso era o de Bill Clinton, que falou por quase 90 minutos em 2000. Os dados são compilados pelo The American Presidency Project, desde pelo menos 1964. No ano passado, o discurso de Trump no Congresso, embora não tenha sido sobre o Estado da União, teve duração de 1h40.

Um dos principais temas abordados pelo republicano no discurso foi a economia — em um momento conturbado para o governo, em meio à queda na aprovação entre a população. Ele afirmou ter inaugurado uma “era de ouro” no país e defendeu que sua gestão controlou a inflação e elevou o mercado de ações a níveis recordes.

No mesmo tema, criticou a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas globais impostas em abril de 2025, classificando o parecer como “lamentável” e “decepcionante”. A declaração foi feita em frente a três juízes que votaram contra as taxas.

Outro tema abordado foi a imigração. Trump elogiou as operações contra imigrantes ilegais, alegando que a “imigração descontrolada” estaria importando corrupção e criminalidade para os Estados Unidos. As falas exaltaram o clima, com a deputada democrata Norma Torres, da Califórnia, erguendo uma placa com as fotos de Renee Good e Alex Pretti — norte-americanos mortos em operações de fiscalização em Minneapolis.

Na política internacional, Trump elogiou a relação com a Venezuela, chamando o país de “amigo” devido à parceria na exploração de petróleo. Washington voltou a operar no território venezuelano após a operação do dia 3 de janeiro, que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro. Desde então, a presidente interina Delcy Rodríguez tem adotado um tom de aproximação com o governo norte-americano.

No discurso, Trump ainda abordou a tensão com o Irã, acusando o país de ter desenvolvido mísseis ameaçadores para a Europa, bem como para as bases norte-americanas no exterior. Disse, ainda, que Teerã estaria construindo mísseis capazes de alcançar os Estados Unidos.

Em meio às acusações, o republicano reforçou que está em negociação para limitar ou encerrar o programa nuclear iraniano. “Minha preferência é resolver esse problema por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo no mundo tenha uma arma nuclear. Como presidente, buscarei a paz sempre que possível, mas nunca hesitarei em enfrentar ameaças aos Estados Unidos onde for preciso”, disse.

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