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Trump estende "prazo" para decidir sobre invasão no Irã: "de 10 a 15 dias"

Presidente dos EUA ameaça agressão militar caso países não cheguem a um acordo sobre o programa nuclear iraniano

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Camila Stucaluc
20/02/2026, 07:03 • Atualizado em 20/02/2026, 07:03
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Divulgação/White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu o “prazo” para decidir sobre uma possível invasão no Irã. Em declaração na quinta-feira (19), o republicano afirmou que acompanhará as negociações entre os países, e que a decisão sobre o assunto pode levar “de 10 a 15 dias”.

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"Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Vocês provavelmente descobrirão nos próximos 10 dias. Acho que esse seria tempo suficiente, 10, 15 dias, no máximo", disse Trump. "Ou vamos chegar a um acordo ou será lamentável para eles [iranianos]", acrescentou.

A declaração do presidente norte-americano ocorre um dia após temores de uma invasão já neste fim de semana. À imprensa, fontes próximas ao republicano afirmaram que as Forças Armadas estavam preparadas para atacar o Irã, mas que aguardavam a autorização de Trump. O embate entre os países acontece devido ao programa nuclear iraniano.

Em carta enviada ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o Irã afirmou que, embora não busque uma guerra, responderá “decisivamente” e “proporcionalmente” se for alvo de uma agressão militar pelos Estados Unidos. "Nessas circunstâncias, todas as bases, instalações e ativos da força hostil na região seriam alvos legítimos no contexto da resposta defensiva do Irã", disse.

Entenda

Restringir a capacidade nuclear do Irã tem sido uma das prioridades da política externa de Washington há décadas. Em 2015, o então presidente Barack Obama fez um acordo com o país, limitando as atividades nucleares e permitindo a inspeção das instalações para garantir que fossem usadas apenas para fins civis e não para a produção de armas. Em troca, o Irã recebia alívio nas sanções.

Tal acordo, no entanto, foi rasgado em 2018 por Donald Trump, que alegou que o acordo era benéfico demais para o Irã. Com isso, o país deixou de cumprir o acordo e elevou o grau de enriquecimento de urânio – que pode ser usado para fazer bombas nucleares. O governo de Joe Biden até tentou retomar o acordo, oferecendo novamente alívio nas sanções econômicas, mas não obteve sucesso.

Agora, em seu segundo mandado, Trump tenta pressionar o governo iraniano a limitar ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de que o país estaria próximo de desenvolver uma bomba atômica. A acusação é rejeitada por Teerã, que afirma que o programa tem fins pacíficos, voltados sobretudo à produção de energia.

Em meio às ameaças de Trump, os países iniciaram uma rodada de negociações em países neutros. O último encontro ocorreu na terça-feira (17), na Suíça, mas terminou sem um consenso diplomático. O principal negociador do Irã afirmou que ambos os lados concordaram com um "conjunto de princípios orientadores", mas um funcionário norte-americano ressaltou que "ainda há muitos detalhes a serem discutidos".

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