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Agentes de imigração são afastados após morte de enfermeiro em Minneapolis

Caso envolvendo policiais do ICE gera repercussão nacional, pressão política e tensão entre Casa Branca e autoridades locais

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Agentes de imigração são afastados após morte de enfermeiro em Minneapolis | Reuters

Dois agentes da polícia de imigração dos Estados Unidos foram afastados das ruas depois de atirarem e matarem um enfermeiro em Minneapolis.

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Segundo um funcionário do Departamento de Segurança Interna, dois dos agentes envolvidos no tiroteio deixaram a cidade e passaram a exercer funções administrativas desde a morte de Alex Pretti, ocorrida no último sábado.

O caso teve repercussão em todo o país e provocou pedidos de renúncia da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, responsável pela polícia de imigração. Apesar da pressão, o presidente Donald Trump afirmou que não tem planos de retirá-la do comando do departamento.

Em entrevista a uma rede de televisão dos Estados Unidos, Trump declarou que a tensão em Minneapolis deve diminuir nos próximos dias.

Autoridades de Minnesota informaram que a Casa Branca concordou em retirar alguns agentes do ICE — a polícia migratória americana — do estado, que é governado por democratas. Mesmo assim, nesta quarta-feira, Donald Trump voltou a criticar o prefeito de Minneapolis.

O presidente afirmou que Jacob Frey estaria “brincando com fogo” ao não respeitar leis federais. O prefeito respondeu dizendo que o papel da polícia local é manter as pessoas em segurança, e não cumprir leis de imigração.

Em declaração, Frey afirmou: “quero que eles evitem homicídios e não persigam um pai trabalhador que paga impostos e é do Equador”. A fala foi uma referência à prisão de um menino de cinco anos junto com o pai, que é equatoriano e estaria em situação irregular nos Estados Unidos.

Na noite de terça-feira, o Equador denunciou uma tentativa de invasão do ICE ao consulado do país em Minneapolis para prender imigrantes ilegais. Segundo o governo equatoriano, os agentes foram impedidos por um funcionário e chegaram a ameaçá-lo.

O Ministério das Relações Exteriores do Equador enviou uma carta de protesto à embaixada dos Estados Unidos em Quito. Pela lei internacional, instalações diplomáticas não podem ser acessadas sem autorização dos países que representam.

No mesmo dia, também em Minneapolis, uma deputada democrata foi agredida. Um homem se aproximou do púlpito e espirrou um líquido, identificado depois como spray de pimenta. Ilhan Omar não se feriu e, após o incidente, pediu um lenço para se limpar e continuou o discurso.

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