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Ministro venezuelano diz que ataque dos EUA deixou ao menos 100 mortos no país

Diossado Cabello ainda afirmou que Maduro e primeira-dama foram feridos na cabeça e na perna durante captura

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Camila Stucaluc
08/01/2026, 08:18 • Atualizado em 08/01/2026, 08:18
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Explosões foram ouvidas durante a madrugada deste sábado (3) em várias regiões do país | Reprodução

Explosões foram ouvidas durante a madrugada deste sábado (3) em várias regiões do país | Reprodução

O ministro do Interior da Venezuela, Diossado Cabello, afirmou que o ataque realizado pelos Estados Unidos no país na madrugada do último sábado (3) deixou 100 mortos. Segundo ele, os bombardeios também resultaram num número semelhante de feridos, em balanço que ainda está sendo atualizado.

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"Até agora, e repito, até agora, há 100 mortos, e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível", afirmou Cabello, em pronunciamento televisivo. "Cilia [Flores, esposa do ditador Nicolás Maduro] foi ferida na cabeça e golpeada no corpo. Nicolás foi ferido numa perna. Felizmente, eles estão se recuperando”, acrescentou.

Este é o primeiro balanço de vítimas divulgado pelo governo venezuelano. Inicialmente, o Exército havia publicado uma lista com os 23 militares mortos no ataque — todos parte do contingente de segurança de Maduro. Cuba também confirmou que 32 de seus cidadãos foram mortos nos bombardeios norte-americanos. Eles estavam no país no âmbito de missões de cooperação e defesa.

O ataque norte-americano ocorreu no último sábado (3), e resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Eles foram levados por um helicóptero até o Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha norte-americana que estavam posicionados no mar do Caribe, de onde seguiram para Nova York.

A captura ocorreu após quatro meses de tensão militar entre Venezuela e Estados Unidos. Em setembro do ano passado, Washington iniciou uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa o líder chavista de comandar cartéis latino-americanos que transportam drogas para o território norte-americano.

Na segunda-feira (5), Maduro foi apresentado à Justiça. Ele foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos explosivos contra os Estados Unidos — crimes dos quais se declarou inocente.

Outras cinco pessoas foram indiciadas no mesmo processo, incluindo Flores e Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como ‘Nicolasito’, filho único do casal. A lista também conta com o Ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, o ex-ministro Ramón Rodríguez Chacín, da mesma pasta, e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como "Niño Guerrero".

Na terça-feira (6), o governo norte-americano recuou da acusação de que Maduro lideraria uma organização criminosa chamada 'Cartel de los Soles' e passou a reconhecer que o termo não se refere a um cartel real. No lugar, a administração afirmou que a expressão descreve um "sistema de patronagem" e uma "cultura de corrupção" dentro do Estado venezuelano, alimentada por recursos do narcotráfico.

Em relação à Venezuela, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez, tomou posse como presidente interina, enquanto a oposição pede que Edmundo González Urrutia, candidato que reivindica a vitória na eleição presidencial de 2024, assuma a presidência. Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que um grupo de autoridades norte-americanas ficará responsável por administrar Caracas, pressionando o governo venezuelano a cooperar.

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