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Israel reduz ataques em Gaza após pressão de Trump por cessar-fogo e libertação de reféns

Presidente dos EUA condiciona avanço do plano de paz à suspensão dos bombardeios; Hamas e Jihad Islâmica sinalizam apoio à proposta

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Faixa de Gaza | REUTERS/Mahmoud Issa
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Israel reduziu o ritmo de sua ofensiva na Faixa de Gaza neste sábado (4) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigir que o país suspendesse os bombardeios em resposta à declaração do Hamas de que estava disposto a libertar reféns, segundo o plano proposto por Washington para encerrar a guerra que já dura dois anos.

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Apesar de um dia mais calmo em comparação com as últimas semanas, pelo menos 21 pessoas morreram em novos bombardeios e ataques aéreos no enclave palestino desde que Trump pediu a interrupção dos ataques na sexta-feira (3). Entre as vítimas, dez — incluindo crianças — morreram após um míssil atingir uma casa no bairro de Tuffah, na Cidade de Gaza, segundo autoridades médicas locais. Outros edifícios nas proximidades também foram danificados.

Mais cedo, o Ministério da Saúde de Gaza informou que o fogo israelense matou ao menos 66 palestinos em todo o território nas últimas 24 horas.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que "aprecia" o gesto de Israel por “interromper temporariamente o bombardeio” e pressionou o Hamas a agir rapidamente para concluir o acordo.

"Não vou tolerar atrasos, o que muitos acham que vai acontecer, ou qualquer resultado em que Gaza represente uma ameaça novamente. Vamos fazer isso rapidamente. Todos serão tratados de forma justa!”, escreveu.

O Hamas havia informado na sexta-feira (3) que aceitava partes centrais da proposta de paz de Trump — composta por 20 pontos — incluindo o cessar-fogo, a retirada das forças israelenses de Gaza e a libertação simultânea de reféns israelenses e prisioneiros palestinos.

Em Washington, uma autoridade da Casa Branca confirmou que Trump enviará ao Egito seu enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, acompanhado de seu genro e conselheiro, Jared Kushner, para concluir detalhes técnicos da libertação dos reféns e discutir um acordo de paz duradouro.

Segundo a emissora estatal egípcia Al Qahera News, delegações palestinas e israelenses também participarão de "conversas indiretas" sobre o plano.

A resposta positiva do Hamas foi recebida com otimismo por líderes mundiais, que voltaram a pedir o fim do conflito mais letal envolvendo Israel desde 1948 e a libertação imediata dos reféns.

Outro sinal de avanço veio do grupo palestino Jihad Islâmica, apoiado pelo Irã, que anunciou apoio à posição do Hamas, gesto que pode facilitar a libertação de israelenses ainda em poder das duas facções.

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