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Mulher morre após ser atingida por tiros em operação da imigração nos EUA

Caso ocorreu em Minneapolis; secretária de Segurança diz que agente agiu em legítima defesa; prefeito e governador democratas contestam a versão

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Vicklin Moraes
07/01/2026, 21:10 • Atualizado em 07/01/2026, 21:35
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Uma mulher morreu nesta quarta-feira (7) em Mineápolis após um tiroteio envolvendo agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), que realizavam uma operação de fiscalização na cidade.

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A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou que o disparo ocorreu em legítima defesa. Segundo ela, a mulher teria tentado atropelar os agentes com o próprio veículo durante a ação.

Em entrevista coletiva concedida em Brownsville, Noem disse que agentes do ICE ficaram presos na neve por causa do mau tempo enquanto realizavam a operação. Segundo a versão oficial, eles tentavam empurrar um veículo para fora da estrada quando foram atacados.

“Eles estavam tentando remover o veículo quando uma mulher os atacou, assim como pessoas ao redor, e tentou atropelá-los com o carro. Um de nossos agentes reagiu rapidamente e atirou em legítima defesa para proteger a si mesmo e aos demais”, declarou Noem.

A secretária afirmou ainda que a mulher foi atingida e morreu no local, e que as autoridades seguem reunindo informações para esclarecer as circunstâncias do incidente. Não há detalhes ainda sobre qual a nacionalidade da vítima.

A versão do governo federal foi contestada pelo prefeito democrata de Mineápolis, Jacob Frey. Em declaração pública, ele classificou como “absurda” a alegação de legítima defesa e disse que imagens do ocorrido contradizem o relato oficial.

“O que posso dizer é que a narrativa de que isso foi apenas legítima defesa é absurda. Não é verdade, não tem fundamento e precisa ser esclarecida, especialmente porque vimos o vídeo”, afirmou.

Frey também fez um apelo direto ao ICE para que interrompa as operações na cidade. “Saiam de Mineápolis. Não queremos vocês aqui. Vocês dizem que estão aqui para promover segurança, mas estão fazendo exatamente o oposto. Pessoas estão sendo feridas, famílias estão sendo destruídas e agora alguém morreu. A responsabilidade é de vocês”, disse o prefeito.

O senador estadual Omar Fateh disse que testemunhas informaram que agentes federais impediram um médico de tentar socorrer e reanimar a mulher.

O governador democrata de Minnesota, Tim Walz, criticou as ações do governo Donald Trump, classificando-as como sensacionalistas e perigosas para a segurança pública. Walz informou ainda que o Estado ativou o Centro de Operações de Emergência, mobilizou a Patrulha Estadual e colocou a Guarda Nacional de Minnesota em prontidão.

"O que estamos vendo agora são as consequências de uma forma de governar pensada para gerar medo, manchetes e conflito. É uma gestão no estilo reality show, e hoje essa imprudência custou a vida de alguém. Quero ser claro: Donald Trump e sua administração podem não se importar muito com Minnesota, isso já ficou evidente, mas nós amamos este Estado. Não vamos permitir que nos coloquem uns contra os outros”, afirmou Walz em coletiva.

Em publicação na rede social Truth Social, Donald Trump defendeu a atuação dos agentes federais e afirmou que a mulher envolvida no episódio causava desordem, obstruía e resistia à ação do Serviço de Imigração e Alfândega.

“Acabei de assistir ao vídeo do incidente ocorrido em Minneapolis, Minnesota. É horrível de se ver. A mulher que gritava era, obviamente, uma agitadora profissional, e a motorista do carro estava causando muita desordem, obstruindo e resistindo, e então atropelou deliberadamente o agente do ICE, que parece ter atirado em legítima defesa”, escreveu Trump, acrescentando que o agente se recupera no hospital e que o caso está sob investigação.

As autoridades federais e locais informaram que o caso segue sob investigação.

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