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Israel se prepara para implementar 1ª fase de plano de paz em Gaza, diz Exército

Tropas foram orientadas por Tel Aviv a reduzir ofensiva na região para libertação de reféns

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Camila Stucaluc
04/10/2025, 09:37 • Atualizado em 04/10/2025, 10:35
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Benjamin Netanyahu | Jolanda Flubacher

Benjamin Netanyahu | Jolanda Flubacher

O Exército de Israel informou que está se preparando para implementar a primeira fase do plano de paz na Faixa de Gaza — elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi dada na noite de sexta-feira (3), poucas horas após o grupo extremista Hamas concordar com parte do acordo proposto.

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“O Chefe do Estado-Maior Geral instruiu a prontidão avançada para implementar a primeira etapa do plano de Trump para a libertação dos reféns. Paralelamente, foi enfatizado que a segurança de nossas forças é de extrema prioridade e que todas as forças devem exercer grande vigilância e alerta”, disseram as Forças de Defesa de Israel (IDF).

A primeira etapa do acordo engloba a redução da ofensiva militar em Gaza, incluindo na Cidade de Gaza, onde as tropas israelenses haviam iniciado uma nova operação dias atrás. O objetivo é preparar o terreno para a liberação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas, sequestrados nos ataques de 7 de outubro de 2023.

Segundo as IDF, a orientação é para as tropas seguirem para o sul do enclave palestino, onde ficarão de prontidão para possíveis ameaças. Espera-se, por entanto, que os militares conduzam apenas operações defensivas no território palestino, suspendendo ocupações na região.

Acordo de paz

O acordo de paz elaborado por Trump engloba a libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas, vivos e mortos, em troca de 250 palestinos condenados e 1.700 detidos em Israel. O texto também inclui a desmilitarização de Gaza e a entrada de ajuda humanitária na região, incluindo reabilitação de infraestrutura, além da anistia a integrantes do grupo extremista que se renderem.

Ainda é proposto que, enquanto um novo governo não é firmado, o enclave palestino será administrado por uma gestão internacional temporário, chamado de “Conselho da Paz”, chefiada por Trump e outros líderes e ex-chefes de Estado, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e palestinos qualificados. O Hamas, por sua vez, não terá participação no governo.

Outros pontos do acordo incluem a criação de um plano de desenvolvimento para reconstruir e revitalizar Gaza; o estabelecimento de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais e taxas de acesso negociadas; e a garantia de segurança por parceiros regionais, que deverão impedir o Hamas e outras facções de descumprirem os termos do acordo.

Na sexta-feira (3), o Hamas aceitou libertar os 48 reféns ainda mantidos em Gaza, bem como ceder a administração do enclave palestino a um órgão internacional independente. O grupo, no entanto, disse que ainda precisa conversar sobre outros termos do acordo, dizendo estar disposto a entrar imediatamente nas negociações.

Em nota, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que continuará trabalhando em total cooperação com Trump e sua equipe para encerrar a guerra. "Continuaremos a trabalhar em total cooperação para encerrar a guerra, de acordo com os princípios estabelecidos por Israel, que são consistentes com a visão do presidente Trump."

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