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Família confirma viagem de Eliza Samudio a Portugal em 2007 e perda de passaporte

Documento teria sido enviado ao Brasil pelo consulado em Lisboa, mas ainda não há confirmação de recebimento

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Eliza Samudio | Divulgação/Netflix
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A representante legal da família de Eliza Samudio informou, nesta terça-feira (6) que a jovem realizou, de fato, uma viagem a Portugal em 2007 e perdeu o passaporte durante a estadia no país. Segundo a advogada, o Consulado Brasileiro em Lisboa encaminhou o documento ao Brasil, mas, até o momento, o Itamaraty não confirmou o recebimento do passaporte em território nacional.

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Ainda segundo a representante da família, após a perda do passaporte, Eliza precisou obter uma documentação especial emitida pelo consulado brasileiro para conseguir retornar ao Brasil. Com esse mesmo documento provisório, ela teria realizado ao menos outra viagem internacional.

O passaporte teria sido localizado por um homem entre livros, dentro de um apartamento em Lisboa. As autoridades, no entanto, não divulgaram detalhes sobre como o documento foi parar no local nem a identidade de quem o encontrou.

Nas redes sociais, a mãe de Eliza Samudio afirmou que a família está emocionalmente abalada com a divulgação da informação e aguarda esclarecimentos oficiais sobre o paradeiro e a tramitação do documento.

"Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa", escreveu.

Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010, em Minas Gerais. A polícia concluiu que ela foi sequestrada e morta a mando do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes, com quem manteve um relacionamento amoroso e teve um filho.

Eliza Samudio, morta em 2010 pelo então goleiro do Flamengo Bruno Fernandes | Reprodução/Instagram
Eliza Samudio, morta em 2010 pelo então goleiro do Flamengo Bruno Fernandes | Reprodução/Instagram

Segundo as investigações, Eliza ficou em cárcere privado no sítio do ex-goleiro, em Esmeraldas, interior de Minas, antes de ser assassinada. À Justiça, um primo de Bruno afirmou que viu a modelo ser enterrada. Apesar da elucidação do caso, os restos mortais de Eliza jamais foram encontrados.

O ex-goleiro foi condenado a mais de 20 anos de prisão por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Além dele, Luís Henrique Romão, o "Macarrão", considerado braço direito do ex-jogador do Flamengo, e o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", que teria executado Eliza, também foram condenados.

Não há, até o momento, qualquer confirmação ou indício de ligação do documento com fatos posteriores ao crime.

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