Israel critica acordo EUA-Irã e defende ofensiva no Líbano
Ministro de Segurança Nacional disse "amar" Washington, mas afirmou que Tel Aviv não é "uma república de bananas"
Camila Stucaluc
Ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir | Reprodução
O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, criticou nesta segunda-feira (15) o acordo entre Estados Unidos e Irã. O entendimento prevê acabar com a guerra no Oriente Médio, inclusive no Líbano, onde Tel Aviv atua contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã.
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Pelas redes sociais, o ministro israelense defendeu a independência do país, dizendo que o acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, não inclui Tel Aviv.
“Amamos os EUA e somos gratos ao presidente Trump, mas Israel não é uma república de bananas. Não somos parte deste acordo. Isso não garante nossa segurança. Precisamos deixar claro: todo lançamento de drone ou míssil em direção a Israel a partir do Líbano resultará em um ataque israelense”, escreveu Ben Gvir.
“Não devemos ceder em nada menos do que o desmantelamento do Hezbollah, não devemos nos retirar de nenhum território que nossos combatentes capturaram e limparam de infraestrutura terrorista, e certamente não devemos permanecer em silêncio nem por um momento diante do fogo direcionado ao Estado de Israel”, acrescentou o ministro.
A declaração desafia o acordo entre Estados Unidos e Irã, uma vez que o entendimento estipula o fim permanente e imediato das hostilidades no Líbano. A trégua em Beirute é uma das principais exigências de Teerã no acordo, programado para ser assinado pelos países nesta sexta-feira (19).
A ofensiva israelenses mirou todo o Líbano, incluindo a capital, Beirute. Além dos ataques aéreos, os militares avançaram por terra, visando expandir a zona de segurança no sul do país. A ofensiva já deixa 3,6 mil mortos e 11,1 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde local.
Em maio,Israel e Líbano concordaram em prorrogar o cessar-fogo, inicialmente de 10 dias. O período de trégua foi estabelecido para incentivar as delegações a negociarem um acordo definitivo de paz, com foco no desarmamento do Hezbollah. O diálogo, contudo, não apresentou avanço e a trégua foi violada diversas vezes por Tel Aviv e Hezbollah.
Israel critica acordo EUA-Irã e defende ofensiva no LíbanoMinistro de Segurança Nacional disse "amar" Washington, mas afirmou que Tel Aviv não é "uma república de bananas"Mundo2026-06-15T07:40:00.000ZO ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, criticou nesta segunda-feira (15) o . O entendimento prevê acabar com a guerra no Oriente Médio, inclusive no Líbano, onde Tel Aviv atua contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. Pelas redes sociais, o ministro israelense defendeu a independência do país, dizendo que o acordo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, não inclui Tel Aviv. “Amamos os EUA e somos gratos ao presidente Trump, mas Israel não é uma república de bananas. Não somos parte deste acordo. Isso não garante nossa segurança. Precisamos deixar claro: todo lançamento de drone ou míssil em direção a Israel a partir do Líbano resultará em um ataque israelense”, escreveu Ben Gvir. “Não devemos ceder em nada menos do que o desmantelamento do Hezbollah, não devemos nos retirar de nenhum território que nossos combatentes capturaram e limparam de infraestrutura terrorista, e certamente não devemos permanecer em silêncio nem por um momento diante do fogo direcionado ao Estado de Israel”, acrescentou o ministro. A declaração desafia o acordo entre Estados Unidos e Irã, uma vez que o entendimento estipula o fim permanente e imediato das hostilidades no Líbano. A trégua em Beirute é uma das principais exigências de Teerã no acordo, programado para ser assinado pelos países nesta sexta-feira (19). Entenda Israel e Hezbollah voltaram a trocar hostilidades no início de março, encerrando o . Os ataques começaram após o grupo, apoiado pelo Irã, lançar drones contra Tel Aviv em retaliação à , iniciada em 28 de fevereiro. A ofensiva israelenses mirou todo o Líbano, incluindo a capital, Beirute. Além dos ataques aéreos, os militares avançaram por terra, visando expandir a zona de segurança no sul do país. A ofensiva já deixa 3,6 mil mortos e 11,1 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde local. Em maio, , inicialmente de 10 dias. O período de trégua foi estabelecido para incentivar as delegações a negociarem um acordo definitivo de paz, com foco no desarmamento do Hezbollah. O diálogo, contudo, não apresentou avanço e a trégua foi violada diversas vezes por Tel Aviv e Hezbollah.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/israel-critica-acordo-eua-ira-e-defende-ofensiva-no-libano