França avança na proibição de redes sociais para menores de 15 anos
Projeto é de ambição do presidente Emmanuel Macron, que deseja que a lei esteja em vigor já no início do próximo ano letivo
Camila Stucaluc
Criança mexendo no celular | Pixabay
O Senado da França aprovou, na terça-feira (31), o projeto de lei que busca proibir menores de 15 anos de terem acesso às redes sociais. A proposta, quepassou pela Câmara Baixa em janeiro, no entanto, sofreu alterações, o que deve resultar em novos debates.
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Na versão original, o texto exigia que as plataformas rejeitassem o cadastro de usuários abaixo da faixa etária permitida e suspendessem as contas irregulares existentes. No Senado, uma emenda sugere a divisão das redes sociais em dois grupos: as consideradas prejudiciais e as que poderiam ser acessadas por crianças, desde que com consentimento dos pais, — em classificação ainda a ser definida.
Outro trecho alterado envolve a proibição de celulares em escolas de ensino médio. Durante a votação, os senadores enfatizaram a necessidade de definir uma doutrina compartilhada sobre o uso da tecnologia digital nas escolas, para servir de base para o desenvolvimento de regulamentos internos.
“Os mecanismos adotados evitam as armadilhas apontadas pelo Conselho de Estado em seu parecer sobre o projeto de lei. Uma proibição geral e absoluta correria o risco de inconstitucionalidade e, portanto, da inaplicabilidade total da lei. A ‘lista negra’ de redes sociais banidas por serem perigosas, estabelecida pela Arcom, garantirá efetivamente a proteção de crianças menores de 15 anos”, disse o Senado.
Para que o texto vire lei, as duas Câmaras precisam chegar a um acordo. O impasse pode atrasar os planos do presidente Emmanuel Macron, principal defensor da lei. Em declarações anteriores, ele disse que deseja que o texto esteja em vigor já no início do próximo ano letivo, em setembro.
Segurança digital
Atramitação do projeto francês ocorre num contexto de movimento global de maior regulação das plataformas digitais. O objetivo é mitigar os danos causados pelas redes sociais, já que muitas crianças e jovens são expostos a “conteúdos prejudiciais” na internet.
A Austrália foi o primeiro país a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos, exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade. A legislação atendeu uma petição online, que apontou que crianças "não estão prontas para navegar nas mídias com segurança" até pelo menos 16 anos.
Países como Espanha e Dinamarca também seguiram o exemplo, aprovando a proibição das plataformas para menores de 15 e 16 anos. A Flórida, nos Estados Unidos, fez o mesmo, mas restringindo o acesso para menores de 14 anos. Em Portugal, a proibição passa por uma votação no Parlamento, enquanto, no Reino Unido, os deputados estudam novos regulamentos de segurança.
No Brasil, o governo federal sancionou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que amplia a proteção de menores de idade nas redes sociais. A lei é a primeira no país a propor regras e punições aplicáveis às plataformas digitais que infringirem os direitos desse público.
França avança na proibição de redes sociais para menores de 15 anosProjeto é de ambição do presidente Emmanuel Macron, que deseja que a lei esteja em vigor já no início do próximo ano letivoMundo2026-04-01T07:37:00.000ZO Senado da França aprovou, na terça-feira (31), o projeto de lei que busca proibir menores de 15 anos de terem acesso às redes sociais. A proposta, queem janeiro, no entanto, sofreu alterações, o que deve resultar em novos debates. Na versão original, o texto exigia que as plataformas rejeitassem o cadastro de usuários abaixo da faixa etária permitida e suspendessem as contas irregulares existentes. No Senado, uma emenda sugere a divisão das redes sociais em dois grupos: as consideradas prejudiciais e as que poderiam ser acessadas por crianças, desde que com consentimento dos pais, — em classificação ainda a ser definida. Outro trecho alterado envolve a proibição de celulares em escolas de ensino médio. Durante a votação, os senadores enfatizaram a necessidade de definir uma doutrina compartilhada sobre o uso da tecnologia digital nas escolas, para servir de base para o desenvolvimento de regulamentos internos. “Os mecanismos adotados evitam as armadilhas apontadas pelo Conselho de Estado em seu parecer sobre o projeto de lei. Uma proibição geral e absoluta correria o risco de inconstitucionalidade e, portanto, da inaplicabilidade total da lei. A ‘lista negra’ de redes sociais banidas por serem perigosas, estabelecida pela Arcom, garantirá efetivamente a proteção de crianças menores de 15 anos”, disse o Senado. Para que o texto vire lei, as duas Câmaras precisam chegar a um acordo. O impasse pode atrasar os planos do presidente Emmanuel Macron, principal defensor da lei. Em declarações anteriores, ele disse que deseja que o texto esteja em vigor já no início do próximo ano letivo, em setembro. Segurança digital A tramitação do projeto francês ocorre num contexto de movimento global de maior regulação das plataformas digitais. O objetivo é, já que muitas crianças e jovens são expostos a “conteúdos prejudiciais” na internet. A Austrália foi o primeiro país a , exigindo que as empresas implementem mecanismos efetivos de verificação etária para impedir o cadastro de crianças e adolescentes abaixo dessa idade. A legislação atendeu uma petição online, que apontou que crianças "não estão prontas para navegar nas mídias com segurança" até pelo menos 16 anos. Países como e também seguiram o exemplo, aprovando a proibição das plataformas para menores de 15 e 16 anos. A , nos Estados Unidos, fez o mesmo, mas restringindo o acesso para menores de 14 anos. Em , a proibição passa por uma votação no Parlamento, enquanto, no , os deputados estudam novos regulamentos de segurança. No Brasil, o governo federal sancionou o (ECA Digital), que amplia a proteção de menores de idade nas redes sociais. A lei é a primeira no país a propor regras e punições aplicáveis às plataformas digitais que infringirem os direitos desse público.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/franca-avanca-na-proibicao-de-redes-sociais-para-menores-de-15-anos
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