19% de usuários adolescentes do Instagram viram conteúdo sexual indesejado
Pesquisa feita pela própria Meta, dona da redes social, revela exposição de menores a conteúdos explícitos e de automutilação


Leonardo Almeida
Um em cada cinco adolescentes que utilizam o Instagram já viu nudez ou imagens sensuais de forma não intencional. A pesquisa apresentada pela própria Meta faz parte do processo judicial respondido pela empresa do estado norte-americano da Califórnia. A companhia é acusada de lucrar ao viciar crianças em seus serviços.
A Meta realizou a pesquisa com base em respostas de usuários do Instagram sobre contato com imagens explícitas, referente ao de 2021. O estudo também revela que 8% dos usuários na faixa de idade entre 13 e 15 anos, disseram ter visto “alguém se machucar ou ameaçar fazer isso no Instagram.”
A acusação
O julgamento envolve uma mulher que começou a usar o Instagram e o YouTube ainda criança. Ela alega que as empresas buscam viciar crianças em seus serviços mesmo sabendo que podem prejudicar a saúde mental dos usuários. A mulher afirma que os aplicativos alimentaram sua depressão e pensamentos suicidas. A Meta e o Google negam as alegações.
Nos Estados Unidos, a Meta enfrenta milhares de ações judiciais federais e estaduais acusando a companhia de criar produtos viciantes, além de alimentar uma crise de saúde mental entre os mais jovens.








