Europa teve junho e julho mais quentes já registrados
Temperatura média na porção oeste do continente foi de 21,62°C, segundo dados divulgados pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus
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André de Sena, com informações da Reuters
Incêndio no sudeste da França em 1º de agosto de 2026 | REUTERS/Manon Cruz
O período de junho e julho de 2026 foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental, com uma temperatura média de 21,62°C, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, programa mantido pela União Europeia para monitorar o clima global.
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O resultado ficou quase 0,9°C acima do recorde anterior para esse mesmo período do ano, que foi de 20,73°C, registrado em junho e julho de 2022. A temperatura também superou em 2,79° a média de 1991 a 2020, recorte que é adotado como parâmetro pela Organização Meteorológica Mundial para definir se o calor está acima ou abaixo do que era considerado normal no clima recente.
Os dados também mostram que a temperatura média dos oceanos extrapolares, que são o Pacífico, o Atlântico e o Índico, atingiu um recorde de 20,96 °C no mês passado. O maior valor medido anteriormente era de 20,89°C, registrados em 2023. Um dos motivos que levam a esse cenário é o fenômeno meteorológico conhecido como El Niño, que deve se intensificar nos próximos meses.
A área levada em consideração pelo Copernicus para delimitar a Europa Ocidental vai da latitude 37° Norte a 55° Norte e da longitude 11° Oeste a 15° Leste, abrangendo países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Áustria. As condições climáticas às quais o continente está sujeito levam a um cenário de calor extremo, secas e incêndios florestais.
Nesta segunda-feira, bombeiros espanhóis fizeram esforços na tentativa de controlar um incêndio florestal perto da pequena vila de Tírig, na província de Castelló, situada na porção leste do país. De acordo com as autoridades, as chamas queimaram mais de 810 hectares. No domingo, cerca de 700 moradores tiveram que ser evacuados preventivamente do pequeno município de Catí. A emergência ocorre poucas semanas após uma outra queimada que atingiu a região em julho, destruindo aproximadamente 10 mil hectares.
Seca na Itália
A onda prolongada de calor e a escassez de chuvas reduziram a quantidade de água disponível para irrigar as plantações de arroz espalhadas pelo Vale do Rio Pó, no norte da Itália. A situação prejudica cerca e 3.500 fazendas. "Este ano, tivemos que introduzir um sistema de rotação", disse Franco Bullano, diretor de gestão hídrica do consórcio de irrigação Est Sesia, que abastece grande parte da área de cultivo de arroz entre a Lombardia e o Piemonte.
A Itália é o maior produtor de arroz da Europa, com cerca de 235 mil hectares plantados em 2025, segundo a autoridade nacional do arroz. Mais de 80% da safra é cultivada nas províncias do norte de Pavia, Vercelli e Novara, que há muito prosperam na bacia do rio Pó.
Na semana passada, a Marinha da Romênia explodiu uma formação rochosa que fica no Danúbio para melhorar o fluxo até a usina de Cernavoda, que oferece aproximadamente um quinto da energia elétrica produzida no país e também depende do rio Danúbio para operar.
Europa teve junho e julho mais quentes já registradosTemperatura média na porção oeste do continente foi de 21,62°C, segundo dados divulgados pelo Serviço de Mudanças Climáticas CopernicusMundo2026-08-10T13:54:13.287ZO período de junho e julho de 2026 foi o mais quente já registrado na Europa Ocidental, com uma temperatura média de 21,62°C, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, programa mantido pela União Europeia para monitorar o clima global. O resultado ficou quase 0,9°C acima do recorde anterior para esse mesmo período do ano, que foi de 20,73°C, registrado em junho e julho de 2022. A temperatura também superou em 2,79° a média de 1991 a 2020, recorte que é adotado como parâmetro pela Organização Meteorológica Mundial para definir se o calor está acima ou abaixo do que era considerado normal no clima recente. Os dados também mostram que a temperatura média dos oceanos extrapolares, que são o Pacífico, o Atlântico e o Índico, atingiu um recorde de 20,96 °C no mês passado. O maior valor medido anteriormente era de 20,89°C, registrados em 2023. Um dos motivos que levam a esse cenário é o , que deve se intensificar nos próximos meses. A área levada em consideração pelo Copernicus para delimitar a Europa Ocidental vai da latitude 37° Norte a 55° Norte e da longitude 11° Oeste a 15° Leste, abrangendo países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Áustria. As condições climáticas às quais o continente está sujeito levam a um cenário de, e. Nesta segunda-feira, bombeiros espanhóis fizeram esforços na tentativa de controlar um incêndio florestal perto da pequena vila de Tírig, na província de Castelló, situada na porção leste do país. De acordo com as autoridades, as chamas queimaram mais de 810 hectares. No domingo, cerca de 700 moradores tiveram que ser evacuados preventivamente do pequeno município de Catí. A emergência ocorre poucas semanas após uma outra queimada que atingiu a região em julho, destruindo aproximadamente 10 mil hectares. Seca na Itália A onda prolongada de calor e a escassez de chuvas reduziram a quantidade de água disponível para irrigar as plantações de arroz espalhadas pelo Vale do Rio Pó, no norte da Itália. A situação prejudica cerca e 3.500 fazendas. "Este ano, tivemos que introduzir um sistema de rotação", disse Franco Bullano, diretor de gestão hídrica do consórcio de irrigação Est Sesia, que abastece grande parte da área de cultivo de arroz entre a Lombardia e o Piemonte. A Itália é o maior produtor de arroz da Europa, com cerca de 235 mil hectares plantados em 2025, segundo a autoridade nacional do arroz. Mais de 80% da safra é cultivada nas províncias do norte de Pavia, Vercelli e Novara, que há muito prosperam na bacia do rio Pó. Escassez de energia Na Hungria, a usina nuclear de Paks, a principal do país, continua a apenas 10% de sua capacidade total por conta do baixo nível do rio Danúbio, que causa escassez na água utilizada para resfriar os reatores. Na semana passada, a Marinha da Romênia explodiu uma formação rochosa que fica no Danúbio para melhorar o fluxo até a usina de Cernavoda, que oferece aproximadamente um quinto da energia elétrica produzida no país e também depende do rio Danúbio para operar. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/europa-teve-junho-e-julho-mais-quentes-ja-registrados