Saúde

SUS: Governo pede análise para incluir canetas emagrecedoras

Pedido envolve semaglutida (Ozempic) e liraglutida e é uma etapa necessária antes de uma eventual oferta dos medicamentos pelo SUS

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Antonio Souza
Canetas emagrecedoras também mudam rosto e cabelo | Reprodução

Canetas emagrecedoras também mudam rosto e cabelo | Reprodução

O Ministério da Saúde protocolou, nesta quinta-feira (24), na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), um pedido de análise para avaliar a oferta de canetas contra a obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

O pedido ocorreu após o Governo Federal anunciar, na última quinta-feira (17), um projeto para ampliar o uso de canetas no tratamento da obesidade pelo SUS.

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A Conitec deverá analisar as evidências sobre a eficácia, a segurança e a relação custo-efetividade dos medicamentos. Também deverão ser avaliados o impacto financeiro para o sistema público de saúde e os critérios clínicos que definirão quais pacientes poderão receber o tratamento.

Caso a incorporação seja aprovada, o Ministério da Saúde ainda terá de estabelecer o protocolo de uso, a população elegível, as condições de acompanhamento e a forma de financiamento e distribuição.

Pedido envolve semaglutida e liraglutida

O documento encaminhado à Conitec solicita a avaliação de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. A semaglutida é o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, enquanto a liraglutida está presente em produtos como Saxenda.

As duas substâncias fazem parte da classe dos agonistas do receptor GLP-1. Alguns medicamentos dessa classe têm indicação para o tratamento do diabetes tipo 2, enquanto outros também são registrados para o tratamento da obesidade, conforme a apresentação e a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A prescrição deve ser feita por profissional habilitado, com definição individualizada da dose e acompanhamento de possíveis efeitos adversos.

Estudos estão em andamento

O Ministério da Saúde conduz estudos sobre o uso dos medicamentos em pacientes do SUS por meio do Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.

O projeto-piloto acompanha pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças e deverá contribuir para a definição de critérios clínicos e operacionais.

Os resultados poderão ser considerados pela Conitec durante a análise da proposta. Mesmo que a Conitec recomende a incorporação, a oferta não deverá ocorrer automaticamente para qualquer pessoa com sobrepeso ou obesidade.

O protocolo deverá estabelecer critérios de elegibilidade, gravidade da doença, presença de comorbidades, histórico de tratamentos e necessidade de acompanhamento médico.

A eventual disponibilização dependerá da conclusão da análise técnica e da decisão do Ministério da Saúde dentro do processo de incorporação ao SUS.

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