Netanyahu é vaiado na ONU e ataca o prefeito de NY
Primeiro-ministro de Israel chamou Zohran Mamdani de antissemita e afirmou que 'muitos judeus já não se sentem seguros' na cidade norte-americana
Sofia Pilagallo
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa na Assembleia Geral da ONU | Foto: Reprodução/YouTube/@unitednations - 24.09.2026
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi recebido com vaias nesta quinta-feira (24) ao subir à tribuna da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Delegações de diversos países, entre eles o Brasil, deixaram o plenário em protesto, enquanto apoiadores entoavam "Am Yisrael Chai", expressão em hebraico que significa “o povo de Israel vive".
Netanyahu reagiu à saída das delegações com ataques aos críticos. "Se ainda houver algum covarde moral que não tenha saído deste salão, por favor, faça-o agora", disse, antes de classificar o protesto como uma "hipocrisia estarrecedora".
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O premiê defendeu a atuação de Israel e rejeitou as acusações de genocídio, que chamou de “a maior mentira do século”. Segundo ele, o país não promoveu um genocídio, mas impediu um ao adotar “inúmeras medidas para proteger a população civil” durante a campanha militar contra o Hamas.
Em seguida, Netanyahu atacou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem chamou de antissemita. Ele acrescentou que, desde que o político foi eleito, em novembro do ano passado, "muitos judeus já não se sentem seguros em Nova York".
Em julho de 2026, Mamdani publicou um vídeo nas redes sociais em que chamou Netanyahu de "criminoso de guerra" e afirmou que o premiê não era bem-vindo em Nova York. O prefeito disse concordar com o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), mas reconheceu que Nova York não tinha autoridade para executá-lo.
"Sr. Mamdani, o senhor tentou me impedir de vir para cá. O senhor tentou me silenciar", disse Netanyahu. "Bem, o senhor não pode me silenciar, não pode silenciar a verdade."
Minutos antes do discurso, Mamdani publicou outro vídeo, no qual aparece plantando uma oliveira e jantando com famílias palestinas de Gaza. A árvore é um símbolo da identidade palestina e da ligação com a terra, além de ser associada à paz. "Que a paz seja o nosso futuro", escreveu o prefeito na legenda.
Trump e Irã
Ainda durante o discurso na ONU, Netanyahu elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de “o melhor parceiro” de Israel. Ele afirmou que os dois países agiram juntos contra o Irã “não apenas para nos proteger, mas para salvar a civilização”.
O premiê também atacou o governo iraniano e afirmou que seus líderes temem uma revolta popular. Segundo ele, o bloqueio da internet dificulta a divulgação de relatos sobre a repressão no país. Netanyahu exibiu um aparelho Starlink, que permite acesso à internet via satélite, e disse que o deixaria para a delegação iraniana.
Ao mencionar os delegados que deixaram o plenário e os manifestantes do lado de fora, Netanyahu perguntou onde eles estavam quando, segundo ele, o governo iraniano massacrou civis desarmados. Chamou-os de “falsos defensores dos direitos humanos” e previu que o regime iraniano será derrubado pela própria população.
Netanyahu é vaiado na ONU e ataca o prefeito de NYPrimeiro-ministro de Israel chamou Zohran Mamdani de antissemita e afirmou que 'muitos judeus já não se sentem seguros' na cidade norte-americanaMundo2026-09-24T22:51:37.639ZO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi recebido com vaias nesta quinta-feira (24) ao subir à tribuna da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Delegações de diversos países, entre eles o Brasil, deixaram o plenário em protesto, enquanto apoiadores entoavam "Am Yisrael Chai", expressão em hebraico que significa “o povo de Israel vive". Netanyahu reagiu à saída das delegações com ataques aos críticos. "Se ainda houver algum covarde moral que não tenha saído deste salão, por favor, faça-o agora", disse, antes de classificar o protesto como uma "hipocrisia estarrecedora". 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O premiê defendeu a atuação de Israel e rejeitou as acusações de genocídio, que chamou de “a maior mentira do século”. Segundo ele, o país não promoveu um genocídio, mas impediu um ao adotar “inúmeras medidas para proteger a população civil” durante a campanha militar contra o Hamas. Em seguida, Netanyahu atacou o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem chamou de antissemita. Ele acrescentou que, desde que o político foi eleito, em novembro do ano passado, "muitos judeus já não se sentem seguros em Nova York". Em julho de 2026, Mamdani publicou um vídeo nas redes sociais em que chamou Netanyahu de "criminoso de guerra" e afirmou que o premiê não era bem-vindo em Nova York. O prefeito disse concordar com o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), mas reconheceu que Nova York não tinha autoridade para executá-lo. "Sr. Mamdani, o senhor tentou me impedir de vir para cá. O senhor tentou me silenciar", disse Netanyahu. "Bem, o senhor não pode me silenciar, não pode silenciar a verdade." Minutos antes do discurso, Mamdani publicou outro vídeo, no qual aparece plantando uma oliveira e jantando com famílias palestinas de Gaza. A árvore é um símbolo da identidade palestina e da ligação com a terra, além de ser associada à paz. "Que a paz seja o nosso futuro", escreveu o prefeito na legenda. Trump e Irã Ainda durante o discurso na ONU, Netanyahu elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem chamou de “o melhor parceiro” de Israel. Ele afirmou que os dois países agiram juntos contra o Irã “não apenas para nos proteger, mas para salvar a civilização”. O premiê também atacou o governo iraniano e afirmou que seus líderes temem uma revolta popular. Segundo ele, o bloqueio da internet dificulta a divulgação de relatos sobre a repressão no país. Netanyahu exibiu um aparelho Starlink, que permite acesso à internet via satélite, e disse que o deixaria para a delegação iraniana. Ao mencionar os delegados que deixaram o plenário e os manifestantes do lado de fora, Netanyahu perguntou onde eles estavam quando, segundo ele, o governo iraniano massacrou civis desarmados. Chamou-os de “falsos defensores dos direitos humanos” e previu que o regime iraniano será derrubado pela própria população.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/netanyahu-e-vaiado-na-onu-delegacoes-deixam-plenario