Lula relembrou os esforços do israelense Yitzhak Rabin e do palestino Yasser Arafat para assinar, em 1993, um acordo que reconhecia o direito de autogovernança da Palestina. Rabin foi assassinado dois anos depois por um judeu ortodoxo contrário à medida, o que melou os esforços de aproximação.
“Yasser Arafat e Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz. Foram derrotados pelo ódio. Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, afirmou.
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O discurso tomou a precaução de atribuir os crimes não ao Estado de Israel, mas ao governo Netanyahu. Em outro momento, Lula disse que os civis do país “pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, que deflagrou a guerra ao sequestrar centenas de israelenses em um ato coordenado em 7 de outubro de 2023.
Outra crítica foi à intransigência do gabinete de governo israelense com as próprias Nações Unidas. Lula saiu em defesa da relatora especial Francesca Albanese, que monitora a situação em territórios palestinos ocupados.
Albanese é constantemente criticada por Tel Aviv, que avalia que os relatórios indicando práticas de tortura e abuso dos direitos humanos em Gaza estão distorcidos e reforçam o discurso antissemita.
“Perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um estímulo para que esses crimes sigam impunes. A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, não pode ser silenciada por dizer a verdade. Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz", afirmou.
Lula passou a ser considerado persona non grata em Israel em fevereiro de 2024 ao comparar as operações militares israelenses em Gaza com o Holocausto judeu durante a Segunda Guerra Mundial.
Desde então, o petista intensificou as referências à guerra em Gaza como um genocídio. O termo define o extermínio intencional de uma população e está fortemente associado ao povo judeu.
No início do ano, as Forças Armadas de Israel reconheceram pela primeira vez que pelo menos 70 mil palestinos foram mortos no curso da guerra.
Lula volta a dizer que Netanyahu pratica genocídio em Gaza Em discurso na ONU, presidente mirou críticas no governo israelense e lamentou fracasso dos acordos de paz na década de 1990
Política2026-09-22T15:39:24.974ZEm seu décimoPT) voltou a fazer críticas nesta terça-feira (22) ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que virou seu desafeto ao longo do atual governo. Lula relembrou os esforços do israelense Yitzhak Rabin e do palestino Yasser Arafat para assinar, em 1993, um acordo que reconhecia o direito de autogovernança da Palestina. Rabin foi assassinado dois anos depois por um judeu ortodoxo contrário à medida, o que melou os esforços de aproximação. “Yasser Arafat e Rabin foram estadistas. Desafiaram o passado para projetar um futuro de paz. Foram derrotados pelo ódio. Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza”, afirmou. O discurso tomou a precaução de atribuir os crimes não ao Estado de Israel, mas ao governo Netanyahu. Em outro momento, Lula disse que os civis do país “pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, que deflagrou a guerra ao sequestrar centenas de israelenses em um ato coordenado em 7 de outubro de 2023. Outra crítica foi à intransigência do gabinete de governo israelense com as próprias Nações Unidas. Lula saiu em defesa da relatora especial Francesca Albanese, que monitora a situação em territórios palestinos ocupados. Albanese é constantemente criticada por Tel Aviv, que avalia que os relatórios indicando práticas de tortura e abuso dos direitos humanos em Gaza estão distorcidos e reforçam o discurso antissemita. “Perseguir o Tribunal Penal Internacional e seus integrantes é um estímulo para que esses crimes sigam impunes. A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, não pode ser silenciada por dizer a verdade. Os assentamentos ilegais na Cisjordânia tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados, essencial para que israelenses e palestinos possam viver em paz", afirmou. Lula passou a ser considerado persona non grata em Israel em fevereiro de 2024 ao comparar as operações militares israelenses em Gaza com o Holocausto judeu durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, o petista intensificou as referências à guerra em Gaza como um genocídio. O termo define o extermínio intencional de uma população e está fortemente associado ao povo judeu. No início do ano, as Forças Armadas de Israel reconheceram pela primeira vez que pelo menos 70 mil palestinos foram mortos no curso da guerra. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-volta-a-dizer-que-netanyahu-pratica-genocidio-em-gaza