Cidades

MPSP denuncia falsos médicos por mortes em hospital de SP

Dois homens devem responder pela morte de um idoso; um deles também é acusado de causar a morte de outra paciente

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Agência SBT
Foto: Magnific

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O Ministério Público de São Paulo denunciou dois homens acusados de se passar por médicos e causar a morte de dois pacientes em um hospital da zona leste da capital. A denúncia foi apresentada à Justiça em agosto e atribui as mortes a falhas nos atendimentos realizados pelos acusados, que não tinham formação médica.

Segundo o MPSP, os dois usaram a identidade de profissionais registrados para atender pacientes, fazer diagnósticos e prescrever tratamentos em troca de remuneração. A Promotoria sustenta que, ao exercer a medicina sem habilitação, eles assumiram o risco de provocar mortes.

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O primeiro caso ocorreu em abril de 2024, quando um paciente idoso chegou ao hospital com confusão mental, fraqueza, dificuldade para caminhar e pressão baixa, entre outros sintomas. Os dois acusados participaram do atendimento, mas, de acordo com a denúncia, deixaram de adotar medidas necessárias para investigar e tratar o quadro clínico.

O paciente foi encaminhado à UTI após a piora de seu estado de saúde e morreu. Um laudo do Instituto Médico-Legal apontou relação entre o atendimento inadequado e a morte, segundo o Ministério Público.

Em outubro de 2024, outra paciente procurou o hospital com insuficiência respiratória, falta de ar e sinais de baixa oxigenação. Um dos acusados a atendeu como médico plantonista, mas teria demorado a adotar as medidas necessárias e deixado de solicitar exames básicos. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Os dois foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe, com dolo eventual, pela morte do paciente idoso. Nesse caso, a acusação também aponta a causa de aumento de pena pela idade da vítima, superior a 60 anos. Um deles responde ainda pela morte da segunda paciente, sob a mesma acusação de homicídio qualificado com dolo eventual.

Outros possíveis crimes ligados à atuação dos falsos médicos são apurados em um processo separado. O MPSP não informou quais são esses crimes.

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