Ministro afastado prestou depoimento ao STJ nesta segunda (15); advogado afirma que provas contradizem acusações de importunação sexual
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Jessica Cardoso, Roberta Leite
15/06/2026, 23:49 • Atualizado em 15/06/2026, 23:49
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O ministro afastado do STJ, Marco Buzzi | Divulgação/Sérgio Amaral/STJ
O advogado de Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou nesta segunda-feira (15) que o magistrado conseguiu esclarecer "muito bem" as acusações de importunação sexual apresentadas contra ele durante depoimento prestado no processo disciplinar que tramita na Corte.
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“Ele pode esclarecer minuciosamente cada um desses eventos, apontando uma série de outras provas, depoimentos que tinham sido prestados por outras testemunhas que vão completamente em contrário ao que tinha sido afirmado anteriormente”, disse Paulo Emílio Catta Preta a jornalistas.
Segundo o advogado, a contestação das acusações foi sustentada por diferentes elementos reunidos durante a apuração.
No caso envolvendo uma jovem de 18 anos que acusa o ministro de tê-la tocado durante um banho de mar em Santa Catarina, a defesa afirma que há perícias, depoimentos de pessoas que estavam na praia e filmagens do local que contradizem a versão apresentada pela denunciante.
Já em relação às acusações feitas por uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do STJ, Catta Preta afirmou que a defesa analisou individualmente os sete episódios narrados pela denunciante e reuniu documentos para confrontar os relatos.
“Fomos atrás de agendas de compromisso, datas de ingresso nas catracas, tanto dos funcionários como da denunciante, folhas de ponto. [...] Nos fatos que ela precisa no tempo, a gente pode amealhar larga prova de que esses fatos não poderiam ter ocorrido da forma que está relatando, porque eles não estariam, por exemplo, no mesmo lugar”, disse.
Questionado sobre os próximos passos da apuração, Catta Preta informou que a defesa ainda terá a oportunidade de solicitar a produção de novas provas. Depois disso, o Ministério Público e a defesa apresentarão as alegações finais, etapa que antecede o julgamento do processo disciplinar.
Ao ser perguntado se o objetivo seria buscar o arquivamento do caso, o advogado afirmou que o trabalho é pela absolvição de Buzzi.
Entenda o caso
Marco Buzzi responde a um processo administrativo disciplinar aberto pelo STJ em abril para apurar supostos atos de importunação sexual. Ao menos duas mulheres apresentaram relatos contra o magistrado.
Uma delas, filha de um casal de amigos do ministro, afirma ter sido tocada por Buzzi dentro do mar em uma praia de Santa Catarina, em janeiro deste ano. Ela registrou boletim de ocorrência após o episódio.
A segunda denunciante é uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro. Ela relata ter sofrido toques físicos não consentidos e comentários considerados inadequados entre 2023 e 2025.
A sindicância instaurada pelo STJ já ouviu 20 testemunhas de acusação e defesa. Paralelamente, Buzzi também é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em inquérito relatado pelo ministro Nunes Marques. O ministro está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro por decisão cautelar da Corte.
Buzzi conseguiu esclarecer os fatos, diz defesaMinistro afastado prestou depoimento ao STJ nesta segunda (15); advogado afirma que provas contradizem acusações de importunação sexualJustiça2026-06-15T23:49:38.962ZO advogado de Marco Buzzi, ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou nesta segunda-feira (15) que o magistrado conseguiu esclarecer "muito bem" as acusações de importunação sexual apresentadas contra ele durante depoimento prestado no processo disciplinar que tramita na Corte. “Ele pode esclarecer minuciosamente cada um desses eventos, apontando uma série de outras provas, depoimentos que tinham sido prestados por outras testemunhas que vão completamente em contrário ao que tinha sido afirmado anteriormente”, disse Paulo Emílio Catta Preta a jornalistas. Segundo o advogado, a contestação das acusações foi sustentada por diferentes elementos reunidos durante a apuração. No que acusa o ministro de tê-la tocado durante um banho de mar em Santa Catarina, a defesa afirma que há perícias, depoimentos de pessoas que estavam na praia e filmagens do local que contradizem a versão apresentada pela denunciante. Já em relação às acusações feitas por uma , Catta Preta afirmou que a defesa analisou individualmente os sete episódios narrados pela denunciante e reuniu documentos para confrontar os relatos. “Fomos atrás de agendas de compromisso, datas de ingresso nas catracas, tanto dos funcionários como da denunciante, folhas de ponto. [...] Nos fatos que ela precisa no tempo, a gente pode amealhar larga prova de que esses fatos não poderiam ter ocorrido da forma que está relatando, porque eles não estariam, por exemplo, no mesmo lugar”, disse. Questionado sobre os próximos passos da apuração, Catta Preta informou que a defesa ainda terá a oportunidade de solicitar a produção de novas provas. Depois disso, o Ministério Público e a defesa apresentarão as alegações finais, etapa que antecede o julgamento do processo disciplinar. Ao ser perguntado se o objetivo seria buscar o arquivamento do caso, o advogado afirmou que o trabalho é pela absolvição de Buzzi. Entenda o caso Marco Buzzi responde a um processo administrativo disciplinar aberto pelo STJ em abril para apurar supostos atos de importunação sexual. Ao menos duas mulheres apresentaram relatos contra o magistrado. Uma delas, filha de um casal de amigos do ministro, afirma ter sido tocada por Buzzi dentro do mar em uma praia de Santa Catarina, em janeiro deste ano. Ela registrou boletim de ocorrência após o episódio. A segunda denunciante é uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro. Ela relata ter sofrido toques físicos não consentidos e comentários considerados inadequados entre 2023 e 2025. A sindicância instaurada pelo STJ já ouviu 20 testemunhas de acusação e defesa. Paralelamente, Buzzi também é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo O ministro está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro por decisão cautelar da Corte. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/buzzi-conseguiu-esclarecer-os-fatos-diz-defesa
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