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Alckmin: Lula aceitou exigências de Flávio para abrir sigilo

Alckmin diz que chapa concordou com termos sobre contas e dados telefônicos; petista já liberou 8 anos e senador propôs incluir familiares e empresas

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Em agenda de campanha realizada na cidade de São Paulo, na noite desta quarta-feira (21), o vice-presidente e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, afirmou que a equipe jurídica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordou formalmente com as 19 condições apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura mútua de sigilos.

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A chamada quebra de sigilo é a autorização legal para que investigadores e a Justiça tenham acesso a dados que normalmente são privados, como o extrato das contas bancárias, as declarações de impostos e o registro de ligações telefônicas de uma pessoa.

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Durante o evento, Alckmin defendeu que a vida pública exige transparência total e declarou que ele próprio estaria disposto a abrir suas contas e registros caso fosse desafiado por adversários. Ao discursar sobre o embate entre os dois grupos políticos, Alckmin avaliou que a apresentação de uma longa lista de exigências serviu como uma tentativa de adiar a prestação de contas à sociedade.

"Ele exigiu 19 condições para abrir o sigilo. Não quer abrir, evidentemente, aliás, não quer prestar contas, né? Porque nada do que é levantado, que foi levantado inclusive num debate, um debate desrespeitoso que ele fez com o presidente Lula, ele não respondeu nada, nada, nada. Mas a campanha já se pronunciou, nós concordamos com as 19 exigências", destacou o vice-presidente.

O que pediu Flávio Bolsonaro e o envio ao TSE

O impasse ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (21), quando Flávio Bolsonaro encaminhou um documento formal ao ministro André Mendonça, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O senador declarou aceitar a troca de informações, mas impôs como condição a ampliação do alcance das investigações. Flávio autorizou a quebra de seus sigilos bancário e telefônico relativos aos últimos 20 anos, além de permitir o acesso às contas de quatro empresas em que atua como sócio e o registro de conversas mantidas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Em contrapartida, o parlamentar exigiu que o presidente Lula também autorizasse medidas semelhantes, incluindo a devassa nas contas de seus familiares próximos, de seus assessores diretos e a abertura detalhada de despesas realizadas pela atual gestão do governo federal.

A movimentação do senador ocorreu um dia após a campanha de Lula protocolar, na terça-feira (20), no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF), a liberação voluntária de seus dados fiscais, bancários e telefônicos referentes aos últimos oito anos.

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