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Justiça de SP penhora valores de Belo para pagar advogado

Bloqueio de R$ 283 mil mira quitar honorários; artista já enfrentou cobrança milionária de mais de 20 anos movida pelo ex-jogador Denilson

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Antonio Souza, Agência SBT
Belo será a atração do Verão Maior Paraná nesta sexta-feira (16) | Reprodução

Belo será a atração do Verão Maior Paraná nesta sexta-feira (16) | Reprodução

A Justiça de São Paulo autorizou a penhora de quantias que o cantor Belo tem a receber em um processo judicial para quitar uma dívida de R$ 283 mil. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (20) e decorre do não pagamento de honorários advocatícios devidos ao advogado Marcelo Epifanio Rodrigues Passos pelo trabalho prestado na defesa do músico.

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O montante de R$ 283.492,97 foi calculado e reconhecido pela Justiça até o dia 13 de outubro de 2026. A determinação judicial estabelece que esse total ainda sofrerá acréscimos com juros contratuais e correção monetária até a data em que o pagamento for efetivamente realizado.

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Para assegurar o recebimento da quantia, a decisão autorizou o mecanismo conhecido como "penhora no rosto dos autos" em uma outra ação judicial na qual Belo figura como credor.

Em termos simples, esse procedimento funciona como um aviso formal anexado ao processo: o juiz determina a reserva de qualquer valor que o devedor tenha direito a resgatar naquela ação até o limite necessário para quitar a dívida pendente.

O SBT informou que tenta contato com a equipe jurídica e com a assessoria do artista para obter um posicionamento sobre a cobrança, mas ainda não houve retorno.

Outras dívidas: disputa de 20 anos com Denilson

Essa não é a primeira vez que pendências financeiras e cobranças judiciais colocam o nome do pagodeiro nos tribunais. O caso mais emblemático envolveu uma disputa de mais de duas décadas com o ex-jogador de futebol Denilson.

A briga jurídica começou em 1999, época em que Denilson adquiriu os direitos comerciais do grupo de pagode Soweto, do qual Belo era o vocalista principal. Já no ano 2000, o músico decidiu deixar o conjunto para seguir carreira solo.

Inconformado com a saída, o ex-atleta entrou com uma ação na Justiça alegando quebra de contrato e passou a cobrar publicamente a indenização por diversas ocasiões.

Durante o longo processo, o Tribunal de Justiça de São Paulo chegou a ordenar, no ano passado, o bloqueio das receitas arrecadadas com a bilheteria de um dos shows do cantor para abater a pendência.

Após 20 anos de impasse nos tribunais, a disputa com o ex-jogador terminou de forma amigável com a formalização de um acordo para a quitação de uma dívida avaliada em R$ 7 milhões.

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