Política

Lula protocola quebra de sigilo bancário no TSE e STF

Medida também envolve sigilo telefônico; presidente formalizou autorização de dados pessoais dele, de Janja e dos cinco filhos

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Carla Araújo, Victor Schneider
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou nesta terça-feira (20) na Justiça Eleitoral e no STF (Supremo Tribunal Federal) a autorização para a quebra voluntária de seu sigilo bancário, fiscal e telefônico relativos aos últimos oito anos. O caso no TSE foi distribuído previamente para a relatoria do ministro André Mendonça.

A liberação também vale para a primeira-dama Janja Lula da Silva e os cinco filhos do presidente: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís (o Lulinha), Sandro Luís e Luís Cláudio. A informação já havia sido adiantada pelo presidente na segunda (19), em sabatina ao SBT.

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Lula autoriza que as informações sejam disponibilizadas na plataforma DivugalCand ou em outro site de acesso público desde que seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), também abra o sigilo dos próprios dados e de seus familiares. A medida incluiria os sigilos do ex-presidente Jair Bolsonaro, dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan, da esposa Fernanda Antunes e de sua mãe, Rogéria Bolsonaro.

“A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior a próxima quarta-feira (21.10.2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar", diz a petição da campanha petista.

A peça também pede a quebra dos dados de empresas e contas dos quais os candidatos sejam sócios ou tenham participação. Da parte de Lula, é citada a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., fundada em 2011 junto ao empresário Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

Já da parte de Flávio, há a exigência da quebra do escritório de advocacia de Flávio e das empresas All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, Bolsonaro Digital Ltda e da Alcazar Holdings, que a Polícia Federal (PF) diz se tratar de uma offshore administrada pelo advogado Willer Tomaz que Flávio estaria cadastrado como "usuário master".

Em declaração no QG de campanha na manhã desta terça, Lula cobrou o adversário a ter a mesma transparência.

“Eu estou disposto a que a sociedade saiba quem é o ladrão nesse país, quem é corrupto. Quero ver se ele tem coragem de abrir sigilo bancário e telefônico da pessoa física e jurídica. [...] Vamo ver se tem coragem de abrir a vida secreta dele", afirmou.

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