Economia

Petróleo sobe 3% e vai a US$ 84 com escalada de conflito no Irã

Na semana, contratos futuros acumulam alta de aproximadamente 15%, somente na terça (3), o Brent tocou US$ 85,12 no intradia, o maior nível desde julho de 2024

Avatar de Exame.com
Exame.com
05/03/2026, 11:16 • Atualizado em 05/03/2026, 11:22
compartilhar
Bomba de petróleo em Midland, Texas, EUA, em 11 de junho de 2025 | Reuters/Eli Hartman/File Photo

Bomba de petróleo em Midland, Texas, EUA, em 11 de junho de 2025 | Reuters/Eli Hartman/File Photo

O mercado global de energia opera sob forte pressão nesta quinta-feira (5), em meio à intensificação das tensões no Irã. O petróleo tipo Brent, referência internacional, avança cerca de 3% e é negociado próximo de US$ 84 por barril.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Na semana, os contratos futuros acumulam alta de aproximadamente 15%. Somente na terça-feira (3), o Brent tocou US$ 85,12 no intradia, o maior nível desde julho de 2024.

O West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo negociado nos Estados Unidos (EUA), também sobe e é cotado acima de US$ 78 por barril, refletindo o prêmio de risco.

A guerra, que entra no sexto dia, já provoca interrupções relevantes nos fluxos de petróleo para grandes importadores, levando produtores a reduzir parte da oferta.

O principal foco de instabilidade é o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma fatia significativa do petróleo mundial. O Irã proibiu petroleiros de passarem pelo local.

Reação das principais economias

Grandes economias asiáticas já começaram a adotar medidas para proteger o abastecimento interno diante do agravamento da crise, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

A China, maior importadora global de petróleo, orientou refinarias a suspender exportações de diesel e gasolina, de acordo com fontes ouvidas pela agência.

No Japão, refinarias solicitaram ao governo a liberação de reservas estratégicas, enquanto, na Índia, um importante processador comunicou clientes sobre a suspensão das exportações de derivados.

Resposta dos EUA e riscos logísticos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou confiança na campanha militar, mas o cronograma das operações segue incerto.

A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu intensificar os ataques.

Para tentar normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz, Washington propôs garantias de seguro e possíveis escoltas navais a embarcações comerciais.

No entanto, a Marsh McLennan alertou que a implementação dessas medidas pode levar semanas, de acordo com informações obtidas pela Bloomberg.

Impacto global e projeções

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou, ainda, que cerca de 15 milhões de barris por dia transitaram pelo Estreito de Ormuz em 2025.

O volume elevado e as rotas alternativas limitadas ampliam o impacto de qualquer interrupção, na visão dos especialistas. A analista sênior da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, afirmou à Bloomberg que novos ataques a infraestruturas ou petroleiros podem gerar picos adicionais nos preços.

Antes do conflito, o mercado operava com excesso de oferta. O gerente de clientes da IG Asia Pte., Alvin Lee, indicou à Bloomberg que, apesar do choque geopolítico, esses fundamentos não desapareceram completamente.

"Se e quando as tensões diminuírem, poderemos ver o preço do petróleo bruto cair para a faixa dos US$ 60", disse Alvin Lee, gerente de clientes da IG Asia Pte.

Já o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou à agência que ainda há elevada incerteza sobre os rumos do conflito, mantendo investidores atentos aos próximos desdobramentos.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Após sanção dos EUA, senador defende Pix na Constituição

Após sanção dos EUA, senador defende Pix na Constituição

Imagem da notícia: Atlas diz agora que recorrerá contra suspensão de pesquisa

Atlas diz agora que recorrerá contra suspensão de pesquisa

Imagem da notícia: Henry Borel: pai pede anulação de julgamento de Monique

Henry Borel: pai pede anulação de julgamento de Monique

Imagem da notícia: Caso Bruno e Dom: mandante de assassinato irá a júri popular

Caso Bruno e Dom: mandante de assassinato irá a júri popular

Imagem da notícia: Após sanção dos EUA, senador defende Pix na Constituição

Após sanção dos EUA, senador defende Pix na Constituição

Imagem da notícia: Atlas diz agora que recorrerá contra suspensão de pesquisa

Atlas diz agora que recorrerá contra suspensão de pesquisa

Imagem da notícia: Henry Borel: pai pede anulação de julgamento de Monique

Henry Borel: pai pede anulação de julgamento de Monique

Imagem da notícia: Caso Bruno e Dom: mandante de assassinato irá a júri popular

Caso Bruno e Dom: mandante de assassinato irá a júri popular

Últimas notícias

Após impor sigilo, governo publicará autorização de bets

Medida foi anunciada pelo ministro da Fazenda, que prometeu transparência sobre funcionamento de casas de apostas no país

Vacina suspensa foi aplicada em meio milhão de pessoas

Ministério da Saúde identificou 42 episódios de reação adversa e investiga duas mortes; casos representam só 0,008% do total

MP denuncia ex-professor da USP por estupro e outros crimes

Alysson Leandro Barbate Mascaro é acusado de ter agredido sexualmente dez pessoas, todos homens, entre 2006 e 2024

Justiça é alvo de movimentos autoritários, diz Fachin

Presidente do Supremo Tribunal Federal defende independência do Poder Judiciário que é ameaçada por pressões internas e externas

Rio estima recuperar R$ 1,4 bilhão aplicado no Master

Governador em exercício também afirmou que estado deve aderir ao Propag no prazo e negocia uso de crédito da Petrobras

Trump indica Todd Blanche para comandar Justiça dos EUA

Atual interino e ex-advogado pessoal do republicano é formalmente indicado ao cargo em meio à forte resistência no Senado