Economia

Petróleo sobe 3% e vai a US$ 84 com escalada de conflito no Irã

Na semana, contratos futuros acumulam alta de aproximadamente 15%, somente na terça (3), o Brent tocou US$ 85,12 no intradia, o maior nível desde julho de 2024

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Bomba de petróleo em Midland, Texas, EUA, em 11 de junho de 2025 | Reuters/Eli Hartman/File Photo
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O mercado global de energia opera sob forte pressão nesta quinta-feira (5), em meio à intensificação das tensões no Irã. O petróleo tipo Brent, referência internacional, avança cerca de 3% e é negociado próximo de US$ 84 por barril.

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Na semana, os contratos futuros acumulam alta de aproximadamente 15%. Somente na terça-feira (3), o Brent tocou US$ 85,12 no intradia, o maior nível desde julho de 2024.

O West Texas Intermediate (WTI), referência do petróleo negociado nos Estados Unidos (EUA), também sobe e é cotado acima de US$ 78 por barril, refletindo o prêmio de risco.

A guerra, que entra no sexto dia, já provoca interrupções relevantes nos fluxos de petróleo para grandes importadores, levando produtores a reduzir parte da oferta.

O principal foco de instabilidade é o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma fatia significativa do petróleo mundial. O Irã proibiu petroleiros de passarem pelo local.

Reação das principais economias

Grandes economias asiáticas já começaram a adotar medidas para proteger o abastecimento interno diante do agravamento da crise, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg.

A China, maior importadora global de petróleo, orientou refinarias a suspender exportações de diesel e gasolina, de acordo com fontes ouvidas pela agência.

No Japão, refinarias solicitaram ao governo a liberação de reservas estratégicas, enquanto, na Índia, um importante processador comunicou clientes sobre a suspensão das exportações de derivados.

Resposta dos EUA e riscos logísticos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou confiança na campanha militar, mas o cronograma das operações segue incerto.

A Guarda Revolucionária Islâmica prometeu intensificar os ataques.

Para tentar normalizar o tráfego no Estreito de Ormuz, Washington propôs garantias de seguro e possíveis escoltas navais a embarcações comerciais.

No entanto, a Marsh McLennan alertou que a implementação dessas medidas pode levar semanas, de acordo com informações obtidas pela Bloomberg.

Impacto global e projeções

A Agência Internacional de Energia (AIE) informou, ainda, que cerca de 15 milhões de barris por dia transitaram pelo Estreito de Ormuz em 2025.

O volume elevado e as rotas alternativas limitadas ampliam o impacto de qualquer interrupção, na visão dos especialistas. A analista sênior da Phillip Nova, Priyanka Sachdeva, afirmou à Bloomberg que novos ataques a infraestruturas ou petroleiros podem gerar picos adicionais nos preços.

Antes do conflito, o mercado operava com excesso de oferta. O gerente de clientes da IG Asia Pte., Alvin Lee, indicou à Bloomberg que, apesar do choque geopolítico, esses fundamentos não desapareceram completamente.

"Se e quando as tensões diminuírem, poderemos ver o preço do petróleo bruto cair para a faixa dos US$ 60", disse Alvin Lee, gerente de clientes da IG Asia Pte.

Já o CEO do Goldman Sachs, David Solomon, afirmou à agência que ainda há elevada incerteza sobre os rumos do conflito, mantendo investidores atentos aos próximos desdobramentos.

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