Economia

IOF: Haddad diz que governo toma medida "até o final da semana" para compensar recuo parcial

Ministro da Fazenda afirma que Executivo ainda avalia se compensação será "com mais contingenciamento ou com alguma substituição"

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Felipe Moraes
26/05/2025, 15:48 • Atualizado em 27/05/2025, 00:14
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (26) que governo deve tomar decisão "até o final da semana" para compensar recuo parcial no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado na última quinta (22).

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"Nós temos até o final da semana para decidir como compensar. Se com mais contingenciamento ou com alguma substituição. Até o final da semana, vamos tomar essa decisão", explicou Haddad.

Na semana passada, horas após anunciar congelamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento e alta do IOF, com objetivo de aumentar arrecadação e cumprir meta fiscal, a Fazenda voltou atrás em dois pontos do imposto: manteve alíquota zero (seria de 3,5%) sobre aplicações nacionais de investimentos em fundos no exterior e de 1,1% (em vez de 3,5%) sobre remessas de pessoas físicas enviadas para conta no exterior para investimento.

Haddad: "Quando sobe Selic, aumenta custo do crédito"

Questionado por jornalista sobre impacto na indústria e reclamação de empresas sobre aumento do custo de crédito e possível reflexo do IOF nisso, Haddad disse que taxa básica de juros, a Selic, e crédito estão associados.

"Quando sobe Selic, aumenta custo do crédito. É igual", disse o titular da Fazenda. "Mas quando aumenta Selic, aumenta custo de crédito e nem por isso os empresários deixam de compreender a necessidade da medida", continuou o ministro, após pergunta de uma jornalista sobre IOF.

Hoje, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, minimizou alta do IOF e criticou patamar da Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Nesse sentido, Haddad falou que "queremos resolver isso o quanto antes, o fiscal e o monetário, para voltar a patamares adequados tanto de tributação quanto de taxas de juros para o país continuar crescendo".

O ministro também disse que o Brasil "está crescendo mais do que no período anterior" e voltou a apontar, como na coletiva de sexta (23), que "alíquotas do IOF do governo anterior [do ex-presidente Jair Bolsonaro] eram bem maiores".

Um jornalista perguntou a Haddad se será viável redução de gastos em 2026, ano de eleições. Haddad declarou que "marco fiscal está sendo reforçado pelas medidas". "Nós temos até 2,5% de aumento real do gasto público, de teto. É daí para menos. Nós vamos seguir a regra fiscal conforme combinado com o Congresso Nacional", completou.

Também nesta segunda (26), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mandou recado direto ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre impostos, sem citar aumento do IOF.

Na rede social X (ex-Twitter), afirmou que "o Executivo não pode gastar sem freio e depois passar o volante para o Congresso segurar". "O Brasil não precisa de mais imposto. Precisa de menos desperdício", continuou, reforçando que a Câmara "tem sido parceira do Brasil ajudando a aprovar os bons projetos que chegam do Executivo e assim continuaremos".

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