Política

Oposição no Congresso se articula para barrar o aumento no IOF

Parlamentares argumentam que, para equilibrar as contas públicas, em vez de aumentar a arrecadação, o governo deve cortar despesas

Avatar de Larissa Alvarenga
Larissa Alvarenga

A oposição no Congresso se articula para barrar o aumento no IOF, imposto que incide sobre operações de crédito, câmbio e seguros. Os parlamentares argumentam que, para equilibrar as contas públicas, em vez de aumentar a arrecadação, o governo deve cortar despesas.

Logo que o aumento do IOF se tornou público, a oposição se mobilizou para barrar a medida. Os líderes no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), e na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), e deputados do partido Novo, apresentaram projetos para suspender o decreto do governo, que eleva para 3,5% a alíquota.

O senador Efraim Filho (União-PB), presidente da Frente Parlamentar do Comércio, diz que o governo deveria cortar gastos antes de pensar em aumentar impostos.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

"O governo também tem de fazer gestos de redução de despesas, de eliminação do desperdício, da qualificação do gasto público para poder depois passar para a sociedade alguma ideia de que é preciso ajustar arrecadação para poder ter o equilíbrio fiscal, não dá para buscar a responsabilidade fiscal apenas pelo lado da receita, esquecendo o lado da despesa, que é exatamente o que está acontecendo hoje", diz Efraim.

O vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Rogério Correa (PT-MG), defende que o aumento na alíquota é necessário porque a arrecadação este ano foi menor.

"É para fazer uma justiça social e econômica no Brasil. Este ano nós tivemos uma arrecadação menor, principalmente no segundo bimestre, e o governo teve que fazer um contingenciamento orçamentário na faixa de R$ 30 bilhões. Quando você corta no orçamento, isso significa que áreas serão prejudicadas de investimento social", afirma Correa.

Para suspender o aumento de imposto, que deve afetar o consumo dos brasileiros no exterior e o desempenho da economia, ao tornar mais caros os empréstimos para as empresas, o projeto precisa ser aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado. Ainda não há previsão para a tramitação do texto.

Últimas notícias