Polícia

Rio apreende mais de 500 armas falsas nos primeiros meses do ano

Réplica de armas tem sido utilizada para intimidação em assaltos; crime está sujeito às mesmas penas previstas para o uso de armamentos reais

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Entre janeiro e maio de 2025, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu 509 réplicas de armas de fogo. Apesar de não terem capacidade de disparo, são frequentemente usadas em crimes como assaltos, aproveitando-se da semelhança visual com armamentos reais.

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Você não tem como afirmar, no momento de estresse, como em um roubo, que aquilo não é uma arma de verdade”, afirma o delegado Marcelo Carregosa.

Segundo ele, a tensão leva a um estado de atenção focada exclusivamente na ameaça: “A pessoa perde a noção de tudo ao redor e não percebe, por exemplo, se há outros criminosos no local”. Por isso, a recomendação das autoridades é clara: não reagir diante de abordagens, mesmo que o armamento pareça falso.

A fabricação e venda de itens que possam ser confundidos com armas reais são proibidas no país. A determinação faz parte do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde 2003, e só é autorizada para uso institucional ou por colecionadores autorizados.

Em 2024, o estado do Rio endureceu a legislação ao proibir também as chamadas armas de gel, apontadas como um novo risco à segurança pública.

O uso de dessas réplicas, chamadas de simulacros, é equiparado, por lei, ao porte de arma de fogo. “Mesmo sem poder lesivo, essas réplicas causam medo e configuram grave ameaça”, explica o advogado criminalista Patrick Berriel.

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