Fux derruba voto aberto e prazo de 24h para candidatos deixarem cargos em eleição indireta no RJ
Decisão do ministro do STF vetou trechos de lei aprovada pela Alerj; a medida é provisórioa e será analisada pelo plenário da Corte
José Matheus Santos, Jessica Cardoso
18/03/2026, 23:25 • Atualizado em 18/03/2026, 23:25
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O ministro do STF Luiz Fux | Antonio Augusto/STF
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (18) trechos da lei que regulamenta a eleição indireta para o governo do Rio de Janeiro. A decisão derruba o voto aberto e o prazo de 24 horas para que candidatos deixem cargos públicos antes da disputa. A medida é provisória.
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Na decisão, o ministro determinou o voto secreto para evitar pressões sobre deputados em um cenário de violência política no estado.
Ele também argumentou que o sigilo do voto é uma garantia prevista na Constituição, essencial para assegurar a liberdade de escolha e proteger os parlamentares de eventuais constrangimentos ou retaliações.
Sobre o prazo de desincompatibilização, Fux afirmou que o afastamento apenas 24 horas antes da eleição também contraria a Constituição, que prevê prazos bem maiores, de até seis meses, para evitar vantagens indevidas e garantir igualdade entre os candidatos.
A decisão foi tomada em uma ação apresentada pelo Partido Social Democrático (PSD), que questionou a constitucionalidade da lei fluminense. O partido argumentou que o estado não pode estabelecer regras que contrariem normas gerais do Direito Eleitoral, cuja competência é da União.
A decisão de Fux ainda será analisada pelo plenário do STF, que decidirá se mantém ou não a liminar. Além disso, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terá 10 dias para prestar informações sobre a lei no processo.
A lei foi aprovada em fevereiro pela Alerj para regulamentar uma eventual eleição indireta no estado, prevista quando os cargos de governador e vice ficam vagos na segunda metade do mandato.
O cenário envolve o governador Cláudio Castro (PL), que sinalizou a possibilidade de deixar o cargo até abril para disputar o Senado. Ele também responde a um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode levar à cassação de seu mandato e à inelegibilidade.
O então vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Ele também é alvo do processo em análise no TSE.
Fux derruba voto aberto e prazo de 24h para candidatos deixarem cargos em eleição indireta no RJDecisão do ministro do STF vetou trechos de lei aprovada pela Alerj; a medida é provisórioa e será analisada pelo plenário da CorteJustiça2026-03-18T23:25:43.048ZO ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (18) trechos da A decisão derruba o voto aberto e o prazo de 24 horas para que candidatos deixem cargos públicos antes da disputa. A medida é provisória. Na decisão, o ministro determinou o voto secreto para evitar pressões sobre deputados em um cenário de violência política no estado. Ele também argumentou que o sigilo do voto é uma garantia prevista na Constituição, essencial para assegurar a liberdade de escolha e proteger os parlamentares de eventuais constrangimentos ou retaliações. Sobre o prazo de desincompatibilização, Fux afirmou que o afastamento apenas 24 horas antes da eleição também contraria a Constituição, que prevê prazos bem maiores, de até seis meses, para evitar vantagens indevidas e garantir igualdade entre os candidatos. A decisão foi tomada em uma ação apresentada pelo Partido Social Democrático (PSD), que questionou a constitucionalidade da lei fluminense. O partido argumentou que o estado não pode estabelecer regras que contrariem normas gerais do Direito Eleitoral, cuja competência é da União. A decisão de Fux ainda será analisada pelo plenário do STF, que decidirá se mantém ou não a liminar. Além disso, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) terá 10 dias para prestar informações sobre a lei no processo. Entenda o caso para regulamentar uma eventual eleição indireta no estado, prevista quando os cargos de governador e vice ficam vagos na segunda metade do mandato. O cenário envolve o governador Cláudio Castro (PL), que sinalizou a possibilidade de deixar o cargo até abril para disputar o Senado. Ele também responde a um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode levar à cassação de seu mandato e à inelegibilidade. O então vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), deixou o cargo em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Ele também é alvo do processo em análise no TSE. , mas foi suspenso e será retomado em 24 de março.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/fux-derruba-voto-aberto-e-prazo-de-24h-para-candidatos-deixarem-cargos-em-eleicao-indireta-no-rj
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