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Escola em SP suspende alunos após mensagens misóginas contra colegas

Estudantes teriam classificado meninas em grupo de WhatsApp; caso gerou protesto dentro do colégio

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O Colégio São Domingos suspendeu alunos suspeitos de compartilhar mensagens misóginas contra colegas em um grupo de WhatsApp. O caso foi denunciado pelas próprias estudantes e aconteceu em uma unidade na zona oeste da capital paulista.

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Segundo relatos, alunos do 9º ano do ensino fundamental, com idades entre 13 e 14 anos, teriam trocado mensagens classificando meninas como: "menos estupráveis e "mais estupráveis."

As conversas se espalharam entre os estudantes, causando indignação dentro da escola.

Após o ocorrido, alunas do ensino fundamental e médio organizaram um protesto dentro do colégio. Elas colaram cartazes com mensagens de repúdio e vestiram roupas na cor lilás, símbolo da luta pela igualdade de gênero.

O que diz a escola?

Em nota, o Colégio São Domingos informou que adotou medidas imediatas, como a suspensão dos alunos envolvidos. A instituição afirmou que trata o caso com “sensibilidade, responsabilidade e sigilo” e destacou ações como acolhimento das estudantes, diálogo com famílias, orientação aos alunos e discussão do tema em sala de aula.

O colégio não divulgou o número de alunos punidos nem o tempo de suspensão.

Estupros entre menores de idade aumenta, segundo CNJ

O episódio reacende o alerta para comportamentos que reforçam a violência contra meninas, especialmente no ambiente digital.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, em 2025, foram registrados mais de 1.700 casos de estupro praticados por menores de idade no Brasil, um aumento de 10% em relação ao ano anterior.

Segundo Iberê Dias, juiz na Vara da Infância e Juventude, a responsabilidade por esses casos é compartilhada, entre alunos, pais e escola

"Há mais de 10 anos, as escolas são obrigadas a manter sistemas eficazes de identificação e combate ao bullying. A instituição não pode simplesmente se eximir da responsabilidade e transferir o problema para as famílias", destaca Iberê.
"Os pais, por sua vez, também têm responsabilidades como cuidadores primários dos adolescentes, sendo responsáveis por orientar padrões morais e éticos. O enfrentamento da questão não deve ser tratado de forma isolada. Escola, família e sociedade precisam atuar de forma conjunta," conclui o juiz

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