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Trump diz que EUA não dependem do Estreito de Ormuz e cobra ação de aliados

EUA flexibilizam sanções à Venezuela para conter alta dos combustíveis em meio à crise no Oriente Médio

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Presidente dos EUA, Donald Trump | Reprodução/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (18) que o país não depende do Estreito de Ormuz e sugeriu que aliados assumam, sozinhos, o esforço para garantir a segurança e o desbloqueio da rota marítima.

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A declaração ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que tem pressionado os preços do petróleo no mercado internacional.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do petróleo mundial, por onde passa cerca de 20% do combustível comercializado no planeta. A região enfrenta restrições desde o fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação coordenada contra o Irã.

Desde então, a área se tornou um ponto crítico, elevando o risco de interrupções no abastecimento global.

Em entrevista ao Financial Times, no último domingo (15), o republicano afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pode enfrentar um futuro “muito ruim” caso os países-membros não cooperem.

“É mais do que apropriado que as pessoas que se beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá. Se não houver resposta ou se a resposta for negativa, acho que será muito ruim para o futuro da Otan”, disse.

Trump também afirmou que países europeus e outras nações dependem mais do petróleo transportado pela região do que os próprios Estados Unidos.

Segundo ele, esses países teriam mais a perder com um eventual bloqueio da rota e, por isso, deveriam assumir a responsabilidade de garantir a circulação de navios.

EUA flexibiliza sanções à Venezuela

Diante da alta nos preços dos combustíveis, o governo norte-americano decidiu aliviar sanções contra o setor de petróleo da Venezuela.

A medida permite que empresas dos EUA façam negócios com a estatal PDVSA, ainda que com restrições.

Segundo o governo, a decisão busca aumentar a oferta global de petróleo e reduzir os impactos econômicos da crise energética.

Apesar da flexibilização, há limitações. Pagamentos não podem ir diretamente para o governo venezuelano, operações seguem sob controle financeiro dos Estados Unidos e algumas restrições continuam para evitar repasses a países sancionados.

Pressão global por petróleo

Além do conflito no Oriente Médio, a liberação de reservas estratégicas de petróleo por vários países também pressiona o mercado.

Esse cenário aumenta a cobrança internacional sobre os Estados Unidos para estabilizar os preços e garantir o fluxo de energia.

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