Argentina pode dar apoio militar aos EUA em guerra no Irã, diz porta-voz do governo
Fontes militares minimizaram a possibilidade, afirmando que o país não tem capacidade para uma operação de tamanha escala


SBT News
O governo de Javier Milei pode dar apoio militar aos Estados Unidos na guerra no Irã caso o presidente dos EUA, Donald Trump, o solicite. A informação foi dada nesta quarta-feira (18) pelo secretário de comunicações do governo da Argentina, Javier Lanari.
"Se os Estados Unidos solicitarem, sim", disse Lanari ao jornal "El Mundo". "Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida."
Ainda não houve um pedido formal por parte de Washington. Segundo o jornal "Clarín", fontes militares minimizaram essa possibilidade, afirmando que a Argentina não possui capacidade técnica ou operacional para uma operação de tamanha escala.
Apoio naval
Ainda que o apoio militar não esteja em jogo por ora, a Argentina está em vias de enviar unidades navais para ajudar os EUA a proteger o tráfico marítimo internacional no Estreito de Ormuz, ao contrário de diversos aliados dos EUA.
Até o momento, governos da Alemanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e Japão descartaram enviar forças militares para a região, bem como ministros das Relações Exteriores da União Europeia.
O anúncio de que a Argentina enviaria unidades navais para o Estreito de Ormuz foi feito nesta quarta-feira pelo líder republicano Marc Zell, que acrescentou que o Reino Unido se recusou a fazê-lo.
Em publicação no X, ele chamou a recusa de "covarde" e sugeriu ao governo Trump que reconsidere reverter a política americana em relação às Ilhas Malvinas, território autônomo do Reino Unido.
"Em 1982, o presidente Reagan auxiliou a então primeira-ministra Margaret Thatcher, que defendia a colônia britânica nas Ilhas Malvinas, reivindicadas pela Argentina, que as denomina Ilhas Falkland", escreveu Zell em publicação no X.
"Diante da covarde recusa do Reino Unido em apoiar os EUA no conflito do Golfo Pérsico, creio ser apropriado que o governo Trump considere reverter a política americana em relação às Malvinas e apoie a reivindicação argentina", acrescentou.
Esta não é a primeira vez que a Argentina ajuda os EUA em meio a um conflito. Na década de 1990, durante o auge da relação bilateral entre os dois países, o então presidente argentino Carlos Menem enviou quatro navios para a religião do Golfo Pérsico durante a Guerra do Iraque, apoiando assim a cruzada do então presidente George Bush (pai).
O governo Milei tem reforçado, nos últimos dias, sua postura de alinhamento com os EUA e Israel. Na terça-feira (17), a Casa Rosada formalizou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo os passos dos EUA, que fizeram o mesmo em janeiro, e voltou a classificar o Irã como "inimigo".








